A Reef acaba de disponibilizar gratuitamente na internet o download do novo filme da marca, Cancer to Capricorn.
O longa-metragem exibe os melhores atletas do time Reef em picos localizados entre as linhas imaginárias dos trópicos de Câncer e Capricórnio, tais como Austrália, Hawaii, Micronésia, El Salvador e Mentawai (Indonésia).
Além dos atletas do time internacional como Rob Machado, Mick Fanning, Tonino Benson, Ben Bourgeois e Jay Tompson, entre outros, a produção também conta com o brasileiro Thiago Camarão, pela primeira vez em uma produção da marca.
Ele abusa do estilo polido e de aéreos para comandar a sessão em El Salvador, na América Central. A produção também resgata o veterano Ross Willians, estrela das produções de Taylor Steele nos anos 90, abusando de seu surf forte com belas rasgadas de frontside.
As imagens de dentro da água foram captadas por Chrys Bryan. Na areia, em alguns momentos, três câmeras revezam-se para captar todos os ângulos das manobras. Russel Brownley é o responsável pela direção e fotografia desta produção de aproximadamente 43 minutos.
Confira abaixa a entrevista com Thiago Camarão, na qual ele conta como foi a barca com o time internacional para as direitas de El Salvador.
Como você avalia sua participação em Cancer to Capricorn?
Pelo tempo que filmei com a galera, até que rendeu um material bom. Gostei da parte de El Salvador e todos estavam surfando muito bem.
Você abre a sessão e tem bastante destaque nesta parte. Conte como foram as filmagens?
Bom, teve uma grande produção envolvida em tudo. Eram três câmeras e um fotógrafo. Então, qualquer movimento era registrado. Achei os ângulos ótimos e um trilho dando um efeito legal.
Já conhecia o lugar? Onde ficaram hospedados?
Esta não foi minha primeira vez lá. Eu até opinei para chegar dois dias antes e treinar um pouco mais no pico. Ficamos em um resort em Las Flores.
A impressão que dá sobre o lugar é que é uma selva com direitas intermináveis. O que achou?
Achei o que qualquer atleta que surfa de frontside para a direita acharia: Incrível!
Você se adaptou de cara?
Sim. Tive facilidade, pois já surfei ondas parecidas como Barra de La Cruz (México) e Snapper Rocks (Austrália).
Como foi viajar com outros atletas do time internacional?
No começo, vi que quase todos queriam ver como eu era como pessoa e ninguém estava muito aí para o surf. Depois, todos só queriam surfar e surfar.
E a integração com os videomakers, fotógrafos e o team manager. Sente que eles curtiram seu trabalho, sua vibe?
Bom, como em todo lugar do mundo, quando você chega todos querem te conhecer e ver qual tipo de pessoa você é! E nisso eu me dei muito bem e senti que todos curtiram a minha ‘vibe’. Pelo visto fui bem aceito (risos).
As ondas rolaram logo de cara, ou vocês encararam períodos de flat?
Tivemos ondas todos os dias. Os dois primeiros foram os melhores devido ao swell e às condições com onda grande e vento terral. Não teve nenhum dia flat e produzimos até mesmo com chuva!
O que vocês faziam lá para passar o tempo?
Mesmo com onda tivemos distrações como pingue-pongue e internet, que vício!
Você já viajou para outros lugares com o time internacional?
Para El Salvador foi a minha primeira trip com a equipe. Foi muito legal e tive uma boa relação com todos os surfistas.
Em outubro estive nas Filipinas para surfar Cloud Nine e fazer imagens para a revista norte-americana Surfer.
Também fui chamado para ir futuramente com a equipe ao Hawaii e Bali!
Como está a programação para as competições?
Sempre sigo as etapas do WQS, mas não vou correr as provas do Brasil porque recebi o convite para ir com a equipe da Reef para as Filipinas e coincide com as datas dos campeonatos.
Depois fui para Portugal correr o Ericeira Pro e, de lá, sigo para as Ilhas Canárias para competir na etapa prime do WQS. Em seguida sigo para o Hawaii para disputar Sunset e Haleiwa.
Lá fora seu trabalho tem repercutido muito bem. Como vê seu destaque na mídia estrangeira?
Bom, o que sei é que as pessoas comentam quando estou na água. O lance é sempre sair nas revistas. No Brasil sempre tive boa relação com as publicações e lá fora eu ainda não conheço ninguém tão por dentro assim.
Mas, em compensação, tenho bons relacionamentos com os fotógrafos e estou indo bem como free surfer, mas não tão bem nos campeonatos!
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