Vinte anos e 45 mortes depois de a primeira pessoa perder a vida em uma rede de pesca no litoral gaúcho, um documentário revela os detalhes e as diferentes versões desta sombria história que envolve principalmente surfistas e pescadores.
Clique aqui para ver o trailer
Produzido pela Gaba Filmes há cerca de um ano, Caiu na rede é Gente tem apoio e participação do CECO/IG/UFRGS (Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica) e penetra na esteira dos debates e ações promovidas pela subcomissão para Pesca x Surf da Assembléia Legislativa do RS.
A questão é delicada e já tomou proporções inimagináveis na região, já que trata-se de um caso único no mundo, segundo os envolvidos. Por isso o filme tem parcerias e apoio de órgãos tão importantes.
?É um trabalho sério, que já vem sendo efetuado há mais de um ano, com enfoque isento, analisando e dando voz às posições e perspectivas na busca de uma solução para o problema?, avalia Nelson Gruber, diretor do CECO/IG/UFRGS.
O documentário aborda justamente o conflito entre surfistas (e praticantes de outros esportes aquáticos) e pescadores, que têm na atividade a subsistência para manter suas famílias, além de possuírem uma cultura nativa que deve ser preservada.
?Apesar do Projeto Orla do Ministério do Meio-Ambiente fomentar ações de gestão integrada da orla com união, estados e municípios, uma decisão do Tribunal do RS eximiu os dois últimos de qualquer responsabilidade, sendo o problema de competência única e exclusiva da união?, revela Gruber.
?Isso não é exatamente novidade, mas a gestão deveria ser compartilhada, como se busca aqui e se faz em países como Austrália, EUA, na Europa, entre outros. O cenário no futuro será bem pior, considerando a provável ocupação do litoral Norte do RS?, complementa.
Os produtores enfatizam que apesar da urgente necessidade de resguardar os surfistas dos perigos das redes de pesca, muitos surfistas são também pescadores, filhos de pescadores e admiradores da pesca, uma atividade primordial que possui importante papel econômico no litoral.
O que se pede na comunidade, segundo o filme, é o abandono deste tipo de material, considerado antiquado e inadequado, totalmente fora dos padrões de segurança.
As redes, à deriva, esticadas da praia para o mar com pequenas bóias, quase imperceptíveis, são verdadeiras armadilhas lançadas ao azar de quem cruzar o caminho delas.
Para obter mais informações acesse gabafilms.com/caiunaredeegente.

