Billabong Pro Tahiti

Recuperação brazuca

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Atual líder do ranking, Adriano de Souza segue na briga pelo título. Foto: © WSL / Cestari

No segundo dia de disputas, o Billabong Pro Tahiti começou em condições melhores que em sua estreia. As ondas de Teahupoo acordaram mais alinhadas e tubulares que no sábado, apesar da inconsistência e forte vento em alguns momentos do dia.

Do time brasileiro, apenas Miguel Pupo deu adeus ao evento. Bruno Santos e Italo Ferreira garantiram vagas direto para a terceira fase ao vencerem suas baterias de estreia. Já Adriano de Souza, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Wiggolly Dantas e Jadson André permaneceram no evento após vencerem seus confrontos na fase de repescagem.

Primeira fase
Os atletas foram convocados logo na primeira chamada e, abrindo os trabalhos, Josh Kerr enfrentou seu conterrâneo Matt Wilkinson e o norte-americano Kolohe Andino.

Numa das boas do dia, Josh Kerr desceu colado na parede, viu de camarote as sessões desabarem a sua frente e saiu ileso pela “doggy door”. 9.67, high score para o australiano que uma onda depois aumentaria ainda mais a somatória com um 7.50. Andino bem que tentou, mas não conseguiu um bom segundo score, para complementar seu 7.17. O norte-americano foi para a repescagem, assim como Matt Wilkinson – terceiro colocado.

Em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase entre Italo Ferreira, Gabriel Medina e Ricardo Christie, os brasileiros travaram um duelo particular.

O potiguar começou comandando as ações, com duas notas médias, 6.83 e 6.10. Gabriel, que preferiu aguardar as da série, desceu a boa mostrando muita técnica e descolou 6.43. Uma onda depois, Medina veio lá de trás e com uma boa leitura da onda, aumentou ainda mais sua somatória com 7.10, assumindo a liderança do confronto. A partir dai, Italo começou investir nas maiores da série e quando conseguiu vir, arrancou 7.60, retomando a liderança. Gabriel até tentou a virada, mas sua segunda melhor nota foi insuficientes 7.17. O estreante Ricardo Christie terminou na terceira colocação.

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Mais uma vez, Italo Ferreira esbanja disposição. Foto: © WSL / Robertson


Endiabrado!
Em uma bateria que mais parecia freesurf, John John Florence mostrou domínio total das ondas de Teahupoo, e, com dois belíssimos tubos fez nada menos que 9.03 e 8.93 em suas melhores ondas, 17.96 – maior somatória do evento. Seu compatriota Fred Patacchia até tentou, mas não passou dos 13.83, e terminou na combinação junto com Bede Durbidge. 

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John John Florence tem belíssima atuação na estreia. Foto: © WSL / Robertson

Em uma bateria com notas equilibradas, Wiggolly Dantas abriu a bateria pontuando, mas quem veio na boa foi seu amigo, Jeremy Flores, que em uma da série descolou a melhor nota do confronto, 7.83, fundamental na sua vitória. Wiggolly juntou-se a Miguel Pupo na repescagem.


Brasileiros na repescagem
No primeiro confronto eliminatório, Adriano de Souza não quis perder a chance de se manter no topo do ranking, e passou com muita personalidade pelo local Taumata Puhetini. Com uma liderança solida, Mineiro somou 16.26 contra apenas 8.44 do taitiano.

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Adriano de Souza não dá mole ao local Taumata Puhetini. Foto: © WSL / Cestari

 

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Filipe Toledo encara um mal momento do mar, mas se vira e mantém-se na prova. Foto: © WSL / Robertson

Em seguida, no pior momento do mar, Garrett Parkes, substituto de Jordy Smith no evento, e Filipe Toledo, travaram um duelo de notas magras. O australiano abriu o confronto com 1.0, mas na onda seguinte, viu Filipinho dar o troco com um bom tubo, descolando 6.50. Depois disso, o brasileiro não encontrou outra boa onda, revezando em alguns minutos a liderança com Garrett, mas ao final, conseguiu a permanência com 2.07 como segunda nota, somando 8.57, contra 8.23 do australiano.

Já na sexta bateria, em mais um momento ruim do mar, Wiggolly Dantas eliminou Kolohe Andino com a somatória de 10.83 contra 4.47 do australiano.

Em casa
Na bateria seguinte, ainda com o mar inconstante, Gabriel Medina fez uma das melhores atuações do dia, um verdadeiro “surf treino” contra Ricardo Christie, que lesionado, nada pôde fazer, além de assistir o show do prodigio brasileiro de camarote. Placar final, 17.67 para Gabriel 12.44 do neozelandês.

Detalhe, Medina ainda se deu ao luxo de descartar um 6.67, um 8.33, um 6.93 e outro 7.73.

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Gabriel Medina reage com ótima performance na repescagem. Foto: © WSL / Robertson


Primeira baixa
Na nona bateria da repescagem, Miguel Pupo teve dificuldades para se encontrar, e acabou eliminado pelo aussie Kai Otton pelo largo placar de 14.50 contra apenas 5.54 do brasileiro.

“Kombi” taitiana
No duelo contra o local Michel Bourez, valendo a permanência no evento, Jadson Andre não deu chances ao taitiano, surfou 11 ondas, somando 17.10 nas duas melhores e ainda descartando um 7.10. Recém-recuperado de lesão, Bourez acabou eliminado da etapa realizada no quintal de suca casa.

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Jadson André mostra conhecimento digno de local contra o taitiano Michel Bourez.
Foto: © WSL / Cestari


Vitória da experiência
Com 18 participações em eventos em Teahupoo, quatro finais e um título, CJ Hobgood dominou o início do seu confronto contra o também americano Nat Young na terceira bateria das repescagens. Estreante do ano em 2014, Nat até chegou a tomar a liderança do veterano em alguns momentos, mas CJ conseguiu encontrar duas boas ondas que o renderam 8.33 e 9.80 – essa última, um tubaço, até agora maior nota do evento.

Nova chamada
Nesta segunda-feira, 17 de agosto, o tempo promete melhorar em Teahupoo. A primeira chamada acontece às 14:30 (horário de Brasília).

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