Se a abertura do J-Bay Open 2015 foi marcada por um péssimo dia para os brasileiros, o mesmo não se pode dizer da repescagem da prova, concluída nesta segunda-feira, em ótimas ondas de 1 metro e séries pouco maiores.
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Com ótimas atuações, seis brasileiros seguiram na briga em Jeffreys Bay, África do Sul, palco da sexta etapa do Championship Tour 2015.
Na repescagem, as melhores performances entre os brazucas ficaram por conta de Alejo Muniz e Wiggolly Dantas, autores de 18.13 e 17.77 pontos, respectivamente. Também avançaram à terceira fase Adriano de Souza, Filipe Toledo, Gabriel Medina e Italo Ferreira, que voltou ao outside para disputar o round 3 e deu adeus à competição.
As baixas foram Tomas Hermes, Miguel Pupo e Jadson André, eliminado mesmo com um dos maiores somatórios do dia (17.07).
No primeiro confronto desta segunda-feira, Adriano de Souza defendeu a liderança do ranking mundial contra o local Slade Prestwich. Depois de um começo sem momentos expressivos, o brasileiro conseguiu encaixar seu surf nas últimas ondas e venceu com 8.33 e 6.00, contra 5.87 e 7.17 de Slade.
Vice-líder do tour, Filipe Toledo entrou em ação na sequência e abriu a bateria com 8.00 pontos para dificultar as ações do sul-africano Michael February. O brazuca ampliou vantagem com 4.00 pontos, totalizando 12.00, contra 8.00 de February, que somou 5.00 e 3.00.
Na terceira bateria, Tomas Hermes não resistiu ao australiano Owen Wright, dono de um backside muito potente. Com notas 9.00 e 7.17, Owen complicou a vida de Tomas, que conseguiu 6.27 e 7.50 nas duas últimas ondas.
O melhor somatório entre os brasileiros veio com Alejo Muniz. Embalado pela vitória no QS em Ballito, Alejo travou um belíssimo duelo contra o aussie Taj Burrow. Melhor para o catarinense, autor de 8.83 e 9.30 nas duas melhores ondas, dando-se ao luxo de descartar 7.43 e 6.67. Taj também arrepiou e começou forte com 7.50 e 8.33, mas foi superado pelo atual líder da divisão de acesso do circuito mundial.
Em outra batalha eletrizante, Italo Ferreira despachou o havaiano Dusty Payne no sétimo duelo. Ambos surfaram muito bem durante toda a bateria, mas o brasileiro levou a melhor com 7.93 e 8.03, contra 6.83 e 8.33 do havaiano.
No confronto seguinte, o campeão mundial Gabriel Medina passou pelo irlandês Glenn Hall. Medina liderava com 6.50 e 6.93, ampliou vantagem com 6.70, trocou por 6.83 e acabou de vez com qualquer chance de Hall ao arrancar 9.07 na última onda. O irlandês tinha 4.17 na primeira onda e 6.27 em sua melhor.
As condições do mar foram melhorando em J-Bay e o bicho pegou quando o australiano Joel Parkinson enfrentou o neozelandês Ricardo Christie. Foi o melhor duelo do dia e Parko venceu com notas 9.07 e 9.77, contra 8.43 e 9.70 de Ricardo.
Assim como o neozelandês, o brasileiro Jadson André foi eliminado com uma ótima atuação. Jadson teve 8.00 e 9.07 nas duas melhores ondas, mas o aussie Kai Otton venceu com 8.77 e 9.33.
Finalizando a participação brasileira na repescagem, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo travaram um belo duelo nas direitas sul-africanas. Com um backside muito bem encaixado, Guigui matou a pau na bateria e foi premiado com notas 9.00 e 8.77, descartando 6.93, 7.87, 8.53 e 6.50 (pior nota do atleta). Miguel – que teve a prancha partida ao meio depois da primeira onda – também surfou bem e até encontrou alguns tubos, mas suas notas 7.93 e 7.30 não foram suficientes para impedir a vitória do compatriota.
Ao término da repescagem, a direção do J-Bay Open colocou as primeiras baterias da terceira fase na água para aproveitar as ótimas condições do mar. Depois da ótima apresentação na repescagem, Italo Ferreira caiu diante do australiano Kai Otton.
Otton quebrou a primeira onda e desequilibrou a batalha com uma nota 8.00. Depois de somar 6.17 e trocar por 7.50, Otton dificultou ainda mais o trabalho de Italo, autor de 6.83 e 6.00 nas duas melhores ondas.