Líder isolado do ranking mundial, o brasileiro Gabriel Medina passou pelo compatriota Raoni Monteiro na abertura da repescagem do Hurley Pro, etapa do WCT que acontece na Califórnia (EUA).
Nesta terça-feira, a prova foi reiniciada em ondas de 1 metro e séries maiores. O duelo começou tenso e chegou a ser reiniciado porque nenhum dos surfistas pegou onda. Depois de muito nervosismo, os atletas começaram a se soltar a Medina largou na frente.
O líder do WCT foi ampliando seu somatório e terminou a bateria com notas 7.43 e 6.40, contra 5.17 e 4.77 de Raoni, que segue sem avançar baterias na elite mundial em 2014.
Slater avança Segundo no ranking, Kelly Slater também fez a sua parte e despachou o francês Jeremy Flores na batalha seguinte. Com uma bela atuação, Slater levantou a galera com um aéreo muito alto na finalização de uma direita, arrancando 8.50 dos juízes.
Em seguida, mandou duas boas rasgadas e atacou a junção de uma esquerda para descolar 7.43 e deixar Jeremy precisando de uma combinação no total de 15.94.
Brazucas em alta Depois da vitória de Gabriel Medina, os brasileiros voltaram ao outside com Jadson André na sexta bateria. A batalha começou a pegar fogo depois da segunda metade, quando o potiguar encontrou uma longa esquerda e desferiu fortes batidas e rasgadas para arrancar 9.00 pontos dos juízes, ampliando seu somatório para 14.83.
Bede, autor de 6.50 na primeira onda, respondeu com 7.17 numa direita e minutos depois trocou a sua segunda nota por 6.77, novamente de frontside. Não demorou muito para Jadson acabar com qualquer pretensão do adversário. De backside, o potiguar espancou o lip sem piedade e recebeu 8.50 para deixar Bede precisando de 17.51 pontos.
Já Alejo Muniz não conseguiu derrotar o norte-americano C.J. Hobgood. O brasileiro começou melhor, com 6.67 numa esquerda, mas Hobgood reagiu com 7.83 e ampliou o placar com 7.60 numa esquerda estranhamente valorizada pelos juízes. De frontside, com boas rasgadas, o brasileiro teve a sua melhor nota na bateria (7.83), mas ficou precisando de 7.60. Ele ainda teve uma chance de virar, mas perdeu velocidade depois de um floater arriscado e não conseguiu atacar bem a junção.
Na décima bateria, Miguel Pupo mostrou muita calma para escolher as ondas e um backside afiadíssimo. O atleta de São Sebastião comandou as ações no outside e descolou 8.17 e 8.77 na vitória sobre o australiano Mitch Crews, autor de 4.83 e 7.50.
Em seguida, Filipe Toledo não se intimidou com o belo início do aussie Adam Melling e levantou a plateia em Trestles. Melling abriu a bateria com 9.17 numa direita valorizada pelos juízes, mas Filipe respondeu com 5.83 também de frontside e roubou a cena ao mandar um aéreo full rotation de backside e outra paulada na junção. Dois juízes deram 10 ao brasileiro, mas a média ficou em 9.83.
A partir daí, uma longa espera pela série decisiva, que surgiu faltando pouco mais de dois minutos. Na primeira onda, Filipe acertou um aéreo rodando na melhor manobra e descolou 6.10. Segundos depois, Melling também foi para a direita e até surfou bem, mas caiu na junção. O australiano buscava 6.73 e conseguiu 6.23.
Com as classificações de Medina, Jadson, Pupo e Filipe, o Brasil passa a contar com cinco atletas na terceira fase. Único que estreou com vitória e Trestles e livrou-se da repescagem, Adriano de Souza completa o quinteto.
Terceira fase Depois do show, Jadson André voltou ao outside para enfrentar o taitiano Michel Bourez na abertura da terceira fase. Quarto colocado no ranking, Bourez começou bem (6.50) e complicou a situação de Jadson ao obter 8.17. O brasileiro lutou pela classificação, mas teve 5.77 e 5.67 nas melhores ondas.
Confira mais novidades sobre as próximas baterias em nossas próximas atualizações nesta reportagem.