O'Neill World Cup

Raoni quebra no Hawaii

Raoni Monteiro arrepia para avançar às oitavas da O’Neill World Cup. Foto: © ASP / Cestari.

Depois de uma semana de paralisação, a O’Neill World Cup of Surfing foi reiniciada na última quarta-feira, no North Shore de Oahu, Hawaii.

 

Clique aqui para ver as fotos de ação

 

Clique aqui para ver as fotos de ambiente

 

Para recuperar o atraso no cronograma, a direção do evento promoveu as baterias em dois palanques simultaneamente.

Em ondas pequenas de meio metro e séries maiores nas bancadas de Val’s Reef e Kammies, foram disputados os duelos da primeira fase e todos os confrontos das duas fases seguintes.

Wiggolly Dantas também segue firme em busca da vaga no World Tour. Foto: © ASP / Cestari.

O destaque entre os brazucas foi Raoni Monteiro, que mandou bem nas duas baterias que disputou, somando 12.04 pontos na estreia e 14.50 (notas 8.93 e 5.57) na terceira fase, deixando para trás CJ Hobgood (2o), Dayyan Neve e Dean Morrison.
 
Também segue na batalha pela classificação ao World Tour o paulista Wiggolly Dantas e o catarinense Alejo Muniz.

Garantido na elite, o potiguar Jadson André completa o quarteto brasileiro nas oitavas-de-final da O’Neill World Cup of Surfing.

As baixas na quarta-feira foram Júnior Faria, André Silva e Ricardo dos Santos na primeira fase; Hizunomê Bettero, Neco Padaratz, Marco Giorgi, Pablo Paulino e Jerônimo Vargas na segunda fase; Miguel Pupo, Gabriel Medina, Rodrigo Dornelles, Willian Cardoso, Yuri Sodré e Heitor Alves na terceira fase.

Logo na primeira bateria da fase de estreia dos principais cabeças-de-chave da competição, Miguel Pupo não conseguiu dar sequência às boas apresentações que vinha fazendo e perdeu precisando de 6.08 no duelo que reuniu Blake Thornton (1o), Adrian Buchan (2o) e Cory Lopez (3o).

Na quarta bateria, foi a vez de Gabriel Medina amargar a quarta posição, ficando atrás de Luke Munro (1o), Joel Centeio (2o) e Chris Davidson.

Outro que terminou em quarto foi Willian. O catarinense buscava 6.35 para avançar no confronto com Travis Logie (1o), Tanner Gudauskas (2o) e Jeremy Flores.

A reação brasileira veio com Wiggolly Dantas na oitava bateria. Com 5.97 e 6.40, ele avançou atrás do sul-africano Jordy Smith e tirou da prova os havaianos Sunny Garcia e Billy Kemper.

Em seguida, Yuri Sodré se deu mal na batalha com Matt Wilkinson (1o), Brett Simpson (2o) e Dylan Graves (3o).

Depois do show de Raoni na décima bateria, a torcida brasileira vibrou com a estreia vitoriosa de Jadson André no duelo seguinte, mas lamentou a derrota de Rodrigo Dornelles.

Com 5.00 e 5.73, Jadson superou Nat Young (2o), Roy Powers (3o) e Dornelles, que precisava de apenas 4.87.

No penúltimo confronto do dia, Heitor Alves não repetiu a ótima performance da estreia e ficou em quarto na disputa com Patrick Gudauskas (1o), Shaun Cansdell (2o) e Tom Whitaker.

O dia foi encerrado com boa atuação de Alejo Muniz, autor de 6.93 e 5.73 na bateria vencida pelo havaiano Granger Larsen.

O top da elite mundial Taj Burrow amargou o terceiro lugar e deu adeus à prova junto com o neozelandês Jay Quinn.

Oitavas-de-final

3 Luke Munro (Aus), Travis Logie (Afr), Daniel Ross (Aus) e Wiggolly Dantas (Bra)
6 Mick Fanning (Aus), Brett Simpson (EUA), Raoni Monteiro (Bra) e Jadson André (Bra)
7 Kekoa Bacalso (Haw), Joel Parkinson (Aus), Shaun Cansdell (Aus) e Alejo Muniz (Bra)

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)