
Fiquei muito contente neste fim de semana e não foi pelo “fogão”, pois ele não jogou. O que me alegrou foi a vitória de Raoni Monteiro no Japão.
O garoto prodígio de Saquarema venceu no último final de semana um evento seis estrelas, o Billabong Tahara Pro, e pulou para sétimo lugar no ranking do WQS, conseguindo furar o bloqueio do sistema classificatório da elite do surf e se colocando a um passo do WCT 2004.
As ondas japonesas ajudaram, pois fomos o País com maior número de semifinalistas: Marcelo Nunes ficou em segundo e se aproximou de sua a volta ao WCT; Renan Rocha ficou em quinto e Guilherme Herdy em sétimo.
Nada acontece por acaso. E a trajetória de Raoni tem sido impressionante: tricampeão brasileiro Iniciante (94, 95, 96); campeão brasileiro Mirim em 97; campeão mundial sub- 16 em Bali em 98; integrante da equipe Júnior no mundial de Portugal também em 98; e Top do SuperSurf desde seu primeiro ano. Raoni possui talento e credenciais necessárias para o sucesso.
Em 2003, Raoni já fez uma final nas Ilhas Maldivas e semifinal na França. E agora foi até a terra do Sol Nascente para arrancar uma linda vitória, que vai ajudá-lo na realização de um projeto de vida e de um sonho.

Sempre estive torcendo de longe e, desde que ele fez sua primeira final neste ano, que estou sempre ligado na Internet para acompanhar, principalmente suas baterias.
No sábado à noite, estava muito cansado e fui dormir antes das finais. Mas, quando fui checar o computador no domingo para saber o que havia acontecido, fiquei amarradão ao ver que Raoni tinha, não só feito final, e sim vencido o campeonato, levando 2,5 mil pontos e US$ 15 mil.
Antigamente, passava a semana esperando o jogo do Botafogo. Mais tarde passei a ter expectativa pelos grandes eventos esportivos, tipo Copa do Mundo e Olimpíadas. Mas, ultimamente, ainda mais depois que o Guga começou a ficar irregular, tenho ficado ligado apenas na minha paixão maior: o surf.
Para o surf brasileiro é um grande resultado, pois há alguns anos que não temos novos surfistas integrando a elite. O melhor de tudo é que o Raoni tem surf de força, pois é acostumado pesadas ondas de Saquarema. E, ao mesmo tempo, é moderno e audacioso. Ingredientes que os os juízes gostam de saborear.
Pelo que já vi das performances do Raoni em fundo de pedra, em Bali e na Austrália, tenho certeza que ele tem tudo para evoluir e se tornar um surfista completo, ou seja, capaz de surfar bem do Japão ao Hawaii.
Lá em casa ele é conhecido como Raioni. Imagino a festa que rolou em Saquarema no domingo…Valeu, garoto!