Reef Hawaiian Pro

Raoni Monteiro é quinto

622x369

Dusty Payne quebrou nas ondas de Haleiwa durante toda a competição. Foto: Kelly Cestari
 

Dusty Payne é o mais novo campeão do Reef Hawaiian Pro, etapa Prime do WQS em Haleiwa, Hawaii. Local da ilha de Maui, Payne bateu na grande final o australiano Julian Wilson, o francês Jeremy Flores e o aussie Adam Melling. Destaque para a quinta posição do saquaremense Raoni Monteiro, que chegou às semifinais. Filipe Toledo, Wiggolly Dantas e Tomas Hermes caíram nas oitavas.

Em ondas em torno de 2 metros, a grande final foi marcada por mais um show de surf do havaiano Payne. Ele havia perdido para Julian Wilson nas semifinais, por 17.67 a 15.50, e o australiano liderava a bateria até os minutos finais com duas excelentes notas (9.07 e 9.67). Quando restavam apenas quatro minutos para o término da decisão, Payne, que já tinha um 9.87, encontrou uma ótima onda, cavou, rasgou e finalizou na junção com muita precisão para arrancar 9.77 e assumir de vez o posto de campeão da etapa de Haleiwa. Jeremy Flores ficou na terceira posição com 14.97, enquanto Adam Melling terminou em quarto com 11.33.

“Sempre tive o sonho de vencer aqui desde que vi Andy (Irons) ganhar”, disse Payne às lágrimas. “Tivemos condições épicas em Haleiwa por quatro dias consecutivos. O que mais posso dizer? Só quero me divertir e continuar surfando. Este é o melhor trabalho do mundo”, comemorou o campeão.

Dusty Payne falou também sobre a falta de bons resultados no WCT. “Quando estava no Tour não estava vencendo eventos ou chegando ao dia das finais, como eu queria. Este ano, observar os meus colegas indo bem me instigou e estou empolgado para a próxima temporada ou que vier. Para ser sincero, acho que isso foi a melhor coisa pra mim. Só quero competir e mostrar tudo o que posso”, finaliza o havaiano.

Superado nas semifinais, Raoni Monteiro parece ter acordado na reta final da temporada. Depois de amargar resultados nada favoráveis em etapas do WCT, o local de Saquarema (RJ) mostrou estar afiado para a sequência da Tríplice Coroa Havaiana.

Nas oitavas, Raoni ficou em segundo lugar com um total de 13.24, numa bateria liderada pelo sul-africano Jordy Smith (16.00). O catarinense Tomas Hermes, que se destacou na fase anterior, acabou em quarto depois de somar apenas 4.93 e 6.57. O terceiro posto ficou com o francês Juan Duru (13.14).

622x369

Raoni Monteiro conquista um dos melhores resultados do ano em Haleiwa, Hawaii. Foto: Kelly Cestari
 

Já na quartas-de-final, Raoni deu um show de surf e avançou às semifinais com a liderança da bateria depois de duas ótimas performances (7.00 e 8.60). O norte-americano Brett Simpson avançou em segundo com um total de 13.40, enquanto o australiano Bede Durbidge amargou a terceira posição com 13.07 e o havaiano Joel Centeio encerrou sua participação em Haleiwa em quarto nesse confronto, com 12.83.

Raoni encarou na semifinal os dois melhores atletas do Reef Hawaiian Pro. Julian Wilson e Dusty Payne foram os vencedores da bateria e seguiram adiante. O brasileiro totalizou 14.73 e terminou na terceira posição. O quarto lugar ficou com Brett Simpson, que somou 14.50.

O paulista Filipe Toledo caiu nas oitavas-de-final. O local de Ubatuba não conseguiu acompanhar o ritmo do taitiano Michel Bourez (18.27) e do francês Jeremy Flores (13.53). Com apenas 6.17 e 5.00, Filipinho deu adeus à competição. O quarto lugar ficou com Freddy Patacchia, que somou 6.90 e foi penalizado com uma interferência.

Quem também ficou pelas oitavas foi Wiggolly Dantas. O paulista foi superado pelos aussies Adam Melling (15.13) e Wade Carmichael (14.20), perdendo junto com o português Tiago Pires (10.83). Já classificado para o WCT do ano que vem, Guigui não encontrou boas ondas e somou apenas 9.17.

Confira mais detalhes nas próximas atualizações. 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)