Gustavo Prado

Rádio patroa garante a trip

Gustavo Prado pega boas ondas em Punta Rocas. Foto: Arquivo Pessoal.

Gustavo viaja na companhia dos melhores amigos ao Peru. Foto: Arquivo Pessoal.

Aquela parecia uma quinta-feira normal. Eis que recebo um SMS do meu irmão: “meu cunhado vai pro Peru, US$ 700”. Li a mensagem em voz alta e minha esposa, já deitada ao meu lado na cama, disse: “se quiser pode ir sem problemas”.

 

Eram umas 22:00 horas e escrevi uma mensagem para o China, cunhado do meu irmão.  Confirmei minha presença e naquele momento a barca estava fechada – eu, o China e o Rafa. 

 

Ao saber que eu iria, meu irmão começou sua estratégia de convencer a esposa dele. Com uma filha de 2 anos e outra com menos de 1 ano, o alvará para ele seria bem mais complicado.

 

Para nossa surpresa, a esposa dele liberou. Precisávamos de mais duas pessoas para fechar dois quartos triplos. Liguei para o meu primo Julio, que aceitou na hora. Convidamos também o Felipe Feijão, que aderiu a barca.

 

Agora era só preparar as malas e arrumar as pranchas grandes. Eu tinha apenas uma 6’0’’ e uma 5’11’’. Para o mar do Peru, sem dúvida faltaria prancha.

 

Na festa de aniversário da minha filha, convencemos mais três amigos, Fábio, Daniel e Alexandre . Final das contas, 10 pessoas, todos casados e quase todos com filhos.

 

Iniciei uma preparação física com treinos funcionais e natação com roupa de borracha. Queria estar preparado para enfrentar um mar bem diferente do que temos aqui.

 

Chegamos ao Peru e a previsão era para ondas entre 2 e 2,5 metros para os cinco dias da trip. Aqui em São Paulo o mar quebra deste tamanho umas cinco vezes por ano e para nós que não moramos na praia, ainda temos que torcer pra cair no final de semana.

 

Marinheiros de primeira viagem, escolhemos Punta Rocas para a primeira queda e estava enorme. Um pouco mais de 2 metros e eu de 5’11’’. Um local chamado Miguel nos levou até o pico. Como tem canal, facilita um pouco, mas o inside pode dar uma canseira para varar. 

 

Conseguimos pegar boas ondas e no final do dia a única certeza que tínhamos é que o litoral peruano é potente em termos de onda.

 

No dia seguinte quebrava até Pico Alto, mas decidimos pegar um mar menor para todo mundo se divertir. Fomos para Puerto Viejo, esquerda perfeita, longa, com canal e tudo mais que um surfista deseja. 

 

Fizemos a cabeça em ondas de 1,5 metros perfeitas, lisas e abrindo. Conhecemos neste pico uma galera do Peru, que nos levaram para fazer o final de tarde em Cerro Azul. Outra esquerda perfeita, longa e cheia de golfinhos. Meio metro liso foi o presente para fechar o dia.

 

No terceiro dia checamos Caballeros e Señoritas, mas estavam balançando. Paramos em Punta Rocas e estava de gala, um pouco mais que 2 metros, liso e sem vento.

 

Com o mar grande, a maioria decidiu desistir e surfar em outros picos mas eu, o Fábio e o Daniel ficamos e pegamos altas. Peguei a 6’4’’ do meu primo e o Fábio estava de 6’7’’. Para fechar, Puerto Viejo foi o destino. Ondas de 1 metro perfeitas e com pouco crowd.

 

Resumo da viagem: gastamos US$ 950 no total. Ondas perfeitas e surfar com golfinhos ao lado dos seus melhores amigos – não tem preço.

 

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