Larissa Barbieri

Radicalmente mulher

Ciente de que dez dias seriam suficientes para pegar boas ondas em El Salvador, comprei minha passagem de última hora e embarquei no final do mês de outubro.

 

Na mala, levei poucas peças de roupa (por causa do calor), duas pranchas, muito protetor solar e o bom livro “Autobiografia de um Iogue”, meu companheiro de viagem.

O primeiro destino foi La Libertad, onde passaria boa parte dos dias e me deslocaria facilmente para praias próximas como Km 59, Sunzal, El Zonte e Mizata.

Fiquei hospedada no Punta Roca Hotel, um lugar muito bacana. Ele fica de frente para o pico e possui uma comida ótima. Ainda há ar-condicionado, indispensável para o calor do país, e internet sem fio, coisa rara no lugar.

Logo no primeiro dia, o povo mostrou-se hospitaleiro e me deu várias dicas: das praias, ondas e pedras do pico. Na água, os locais ficaram felizes em ver uma “chica brasileña”, porém não entendiam o fato de tantos brasileiros irem surfar em El Salvador e as meninas não!

Fiquei amiga de vários deles, o que facilitou muito as ótimas ondas que peguei, principalmente em Punta Roca, onde percebi ser o pico com maior localismo na região.

Em El Salvador o dia começa cedo. Às 5 horas da manhã já está tudo claro. Da varanda, a vista do nascer do sol dava um ânimo para levantar da cama, mesmo com o corpo todo dolorido.

Os dias que passei foram suficientes para pegar boas direitas, fazer alguns amigos – principalmente brasileiros – e ganhar cortes nos pés e muitos ralados nas pernas.

Os lugares que mais gostei de surfar foram Punta Mango, uma onda mais tubular, porém mamão com açúcar, e Punta Roca, com uma onda muito longa e com seções rápidas.

Mas o melhor da trip foi que, quando cheguei, o mar estava pequeno, com cerca de meio metrão, mas muito perfeito.

 

Com a chegada de um swell, o mar subiu aos poucos até chegar a 3 metros e baixar até o dia de eu ir embora. Talvez tive um pouco de sorte, pois um dia depois do meu retorno, o mar ficou flat.

Só tenho a dizer que vale muito a pena ir a El Salvador, principalmente para quem gosta de direitas, calor, água quente, cutbacks e rasgadas!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.