Por trás das notas

Radicais salvariam a pátria

Se os esportes radicais estivessem participando das Olimpíadas de Atenas, certamente o Brasil conseguiria mais medalhas do que as doze previstas pela revista especializada norte-americana Sports Illustrated.

 

Os resultados obtidos pelos brasileiros nas últimas semanas mostram que somos uma potência no mundo radical, seja no surfe, no skate ou no patins in-line.

 

No surfe vencemos no mesmo dia em duas partes do mundo, com o jovem profissional Renato Galvão no WQS da Inglaterra, e com quatros brazucas na final do WQS no Japão, e conseqüente vitória do top Armando Daltro.

 

No X-Games de verão fomos medalha de ouro, com o líder do circuito mundial Sandro Mineirinho executando mais uma vez a manobra mais dificl da atualidade, chamada 900 graus. No patins in-line fomos medalha de prata com Marco de Santi, medalha de ouro nos X-Latin Games.

 

É uma pena que alguns esportes ainda estejam fora dos jogos olímpicos. O processo de renovação do COI (Comitê Olímpico Internacional) é muito lento e a entidade corre o risco de, quando acordar para a nova realidade, perder espaço para eventos como o X-Games, que seriam a referencia máxima em termos de desempenho.

 

Durante a edição deste ano do X, no último final de semana em Los Angeles, o público no Staples Center, famoso estádio do Lakers, chegou a 80 mil pessoas, cenário digno de final de Copa do Mundo, mostrando que os esportes radicais vieram para ficar.

 

Com um bom formato para a televisão, muitos patrocinadores e espaços para placas publicitárias, o X-Games é um sucesso e derruba o argumento da falta de público nestes esportes para um estádio de grande porte. Até o surfe ganhou um formato novo, mais atraente para o público e a TV, mas que ainda não é aberto para surfistas de outras partes do mundo.

 

Fiquei impressionado com a nova a modalidade de grandes saltos no skate, o Big Air. O skatista desce uma rampa altíssima para realizar um grande salto, como fazem as motos e o ski na neve, e é impressionante como eles conseguem pousar depois de tanta altura e velocidade.

 

Mesmo em tempo de olimpíadas, o circuito de surfe não pára. Neste momento, na França, a maioria dos surfistas profissionais está disputando pontos importantes da divisão de acesso, o WQS, e uma vaga na elite mundial em 2005. Para completar a boa semana, Phil Rajzman venceu um evento especial de longboard no México, superando o campeão mundial Joel Tudor.

 

No último domingo, o Brasil teve mais duas vitórias na França: Jean da Silva brilhou na categoria Pro Junior de uma tradicional etapa do WQS e Jaqueline Silva faturou a etapa do WQS de Anglet. Com ou sem esportes radicais, estarei ligado na TV e torcendo pelos brasileiros em Atenas. Boa sorte.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.