Rabbit Kekai, o espírito do Aloha na Costa Rica

Evento reúne melhores do mundo num paraíso. Foto: Marcia Portes.

As ondas pequenas prejudicaram a perfomance de Colin McPhillips.
Foto: Marcia Portes.

Rabbit Kekai idealizador do evento já comemorou os 78 anos.
Foto: Marcia Portes.

Taylor Jensen ficou com a quarta colocação na profissional.
Foto: Marcia Portes.

O público acompanha bem que perto o desempenho dos competidores. Foto: Marcia Portes.

Dodger Kremerl faturou a categoria amador e ficou em terceiro na pro.
Foto: Marcia Portes.

O mundial feminino garante a presença das meninas do long.
Foto: Marcia Portes.

O havaiano Bonga Perkins esteve presente mas não chegou a final.
Foto: Marcia Portes.

Marcia Portes foi a representante brazuca no mundial feminino.
Foto: Marcia Portes.

Kim Hamrock sagrou-se campeã mundial na disputa da ctegoria feminino. Foto: Marcia Portes.

Kim Hamrock conhecida por descer  ondas grandes em Puerto mandou ver na marola. Foto: Marcia Portes.

Kirsten Raymond foi a segunda colocada no mundial feminino.
Foto: Marcia Portes.

Olimpinho, Amaro, Juquinha e Jaime no Rabbit Kekai 2001.
Foto: Renato Lobão.

Belinda Baggs ficou com a quarta colocação no feminino.
Foto: Marcia Portes.

Premiação da categoria feminino foi comparável a da masculina.
Foto: Marcia Portes.

As mulheres mostram uma constante evolução no nível técnico.
Foto: Marcia Portes.

Marcia Portes aproveitou a viagem para trocar muitas informações com as gringas. Foto: Marcia Portes.

As meninas mostram um estilo mais clássico que os homens normalmente. Foto: Marcia Portes.

As garotas podem ser tão fissuradas quantos os homens.
Foto: Marcia Portes.

O atual campeão mundial radicalizava nas pequenas ondas da final. Foto: Marcia Portes.

O clima era de de pura descontração durante o evento.
Foto: Marcia Portes.

Joel Tudor se afastou do circuito mundial mas não de um evento como este. Foto: Marcia Portes.

Provavelmente o espírito deste evento era o que Joel queria no mundial. Foto: Marcia Portes.

Apesar de pequenas as ondas eram perfeitas e muito longas.
Foto: Marcia Portes.

Todos estavam a postos para registrar os melhores momentos do show. Foto: Marcia Portes.

O evento reúne também longboarders da antiga. Foto: Marcia Portes.

Entre uma bateria e outra a galera podia curtir o espetácula da areia.
Foto: Marcia Portes.

Meninas retornam satisfeitas de mais uma bateria.
Foto: Marcia Portes.

Provavelmente esta estória continua a ano que vem.
Foto: Marcia Portes.

As longas esquerdas de Boca Barranca na Costa Rica receberam alguns dos melhores longboarders do mundo entre os dias 5 e 12 de agosto na disputa da décima edição do Toes on the Nose Rabbit Kekai.

 

Este ano evento foi marcado pela possibilidade de ser realizado pela última vez na Costa Rica, devido à idade avançada de Rabbit Kekai, lenda viva havaiana e idealizador do evento, atualmente com 78 anos.

Junto com o Costa Rica Longboard Classic foi realizado o quarto Women?s World Longboard Championships, campeonato mundial de longboard feminino.

 

Foram quatro dias de evento que contou com a presença de surfistas do Brasil, Venezuela, Costa Rica, Estados Unidos e Hawaii. As baterias eram iniciadas às 6 horas da manhã e aconteciam  até às cinco da tarde.

 

Os competidores foram divididos em cinco categorias: Da Boys Pro (Profissional), Da Young Boys, ( até 40 anos) Da Old Boys, (acima de 40),  Da Kahunas (acima de 55 anos), Mulheres de Oro (acima de 40 anos) e Da Wahine?s (Profissional Feminino), categoria na qual eu (Marcia Porte) competi.

 

Nos primeiros dias do evento as ondas na praia de Boca Barranca chegavam a 4 pés com perfeita formação. Já nas finais as séries não ultrapassavam 2 pés. O estilo clássico fez a festa da galera que assistia da areia.

 

Joel Tudor vinha de uma vitória na etapa do US Open realizada em Huntington Beach na Califórnia e foi o campeão na categoria DA PRO BOYS, que contou com a participação de 46 atletas.

 

O atual campeão mundial Colin McPhillips fez mágica na pequenas ondas da final mas ficou com a segunda colocação. Dodger Kremerl, campeão da categoria DA BOYS, ficou com a terceira colocação seguido de Taylor Jensen. Todos os finalistas da categoria profissional eram dos Estados Unidos. Nesta categoria foram distribuídos 10.000 dólares em prêmios.

 

A disputa da categoria DA WAHINE?S contou também com a participação de 46 meninas. Apesar das ondas pequenas a big rider Kim Hamrock foi a campeã seguida por Kirsten Raymond, Summer Romero e Belinda Baggs. Kim Hamrock também levou a melhor na disputa da categoria MULHERES DE ORO.
 
Luiz Juquinha, surfista do Guarujá, S.P. foi o único brasileiro entre os homens, conseguindo a nona colocação na categoria profissional e sétima na Da Old Boys. Fato engraçado ocorrido foi que ele não sabia que tinha direito à premiação em dinheiro para receber pelo nono lugar e não compareceu à entrega de prêmios. No dia seguinte ficou tudo resolvido.

 

Imagina a surpresa dele!

 

Durante o campeonato aconteceu uma importante reunião sobre o futuro do longboard feminino nos Estados Unidos e no Mundo. Surfistas como Daize Shayne, Kassia Meador e Kim Hamrock, debateram sobre a importância de se criar um Circuito Americano de Longboard Profissional.

 

A categoria feminino profissional distribuiu quase a mesma premiação que a categoria profissional. Todas atletas classificadas acima das quarta de final receberam premiação em dinheiro e a campeã embolsou US$ 3 mil. Usa mostra uma grande evolução da categoria feminino!

Como eu era a única surfista estrangeira a participar do Toes on the Nose,  todas as meninas mostraram interesse em saber sobre o longboard feminino no Brasil. Sei que fiz um valioso intercâmbio. Nossas idéias servirão para crescer e difundir cada vez mais a categoria no mundo e quem sabe, poderemos ter o nosso próprio Circuito Mundial Profissional.

Um campeonato como esse é sempre uma festa, pois todos os competidores ficaram hospedados em um resort em frente à praia do campeonato. A organização do evento foi impecável, a energia PURA VIDA da Costa Rica contagiou a todos.

 

Pela primeira vez em um campeonato, senti uma energia fantástica durante os sete dias que passei no resort. Lendas vivas como Nat Young, Donald Takayama, Rabbit Kekai, Bonga Perkins, Joel Tudor e o atual bi-campeão Colin Mc Philips estavam presentes.

 

Vi que o surf é uma tradição milenar entre os havaianos e americanos. As mulheres do Hawaii todas as noites prestavam uma homenagem a cada legend no evento.  Senti durante os quatro dias de competição o espírito MAHALO, o verdadeiro espírito do surfista de alma. Eram lidos textos e cantos havaianos que expressavam o amor ao mar e ao surf. Seus cordões, flores, oferendas eram usados por todos os competidores.

 

A organização lembrava sempre que ?o verdadeiro surfista é aquele que caminha sobre as águas tendo seu coração e alma como guias?, como foi lido em um texto durante a cerimônia de abertura. 

 

Não parecia que estava acontecendo uma competição, e sim uma demonstração de amor ao mar, amor às ondas. Senti que nesse momento conturbado em que o mundo está vivendo, nós surfistas possuímos algo de especial, uma conexão entre o homem e a natureza que pode e deve ser usada para o bem.: A energia PURA VIDA.

Durante a cerimônia de encerramento todos afirmaram que este campeonato foi um dos mais animados de todos os anos. Surfistas de alma, profissionais ou não, sempre estarão presentes ao Toes On The Nose.

Sinto-me orgulhosa mais uma vez em ser brasileira e estar podendo representar o meu país em um campeonato com este. É um privilégio poder competir com as melhores surfistas do mundo. Aprendi muito…

Nossa cultura do surf é recente, mas com o pouco tempo que possuímos, já somos conhecido pelo mundo afora. Todos os surfistas presentes ao Toes on the Nose sabem que os surfistas brasileiros possuem alegria, garra e são uma grande potência no surf mundial.

 

Os nossos melhores surfistas fizeram falta, mas não foram esquecidos. Ano que vem espero que eles possam estar de volta, pois sei que em um encontro de ?homens que caminham sobre o mar? a alma do surfista brasileiro não pode ficar de fora.

PURA VIDA 

MÁRCIA PORTES    

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