
O aumento de jornalistas especializados e de atletas melhores informados são um dos pontos predominantes para o crescimento em todas as modalidades esportivas, inclusive o surfe, em todo o mundo.
Um dos erros que me surpreendem ao assistir ou ler os comentários dos jornalistas que hoje se dizem “especializados” em certas modalidades esportivas, mas que na verdade nunca as praticaram, são as “gafes” que frequentemente praticam.
Um caso típico foi na última Copa do mundo de futebol, em um dos jogos decisivos, quando o “especializado” Sergio Noronha criticava mais uma vez fortemente o Ronaldinho, e no momento exato que ele terminou a crítica o fenômeno marcou o gol decisivo para o Brasil… Ficou feio para o comentarista.
Outro aspecto negativo da imprensa é a falta de esperança e senso crítico dos profissionais da mídia em relação aos atletas em fase de recuperação pós-cirúrgicas (acidentes de trabalho).

O Ronaldinho foi torturado com afirmações de peito aberto e cheios de ar que ele nunca mais seria o mesmo depois daquela cena horrível onde ele “detonou” o joelho. E aí, criticos? O que vocês têm a declarar agora, depois da última Copa?
Gustavo Kuerten hoje passa pelo mesmo problema. A galera tem a memória curta. Quantas alegrias o Guga nos trouxe? Ele simplesmente mostrou ao mundo só mais um pouquinho de nossa ginga e talento nato. E acredito muito em sua volta. Mas o cara ideal para comentar esse assunto seria o “Fininho” (Fernando Meligeni), afinal, esse sim entende de tênis.
Outro dia matutei… Infelizmente os atletas profissionais abandonam os estudos muito cedo e quando terminam suas carreiras não têm tarimba para continuar numa profissão de jornalista ou mesmo no marketing das empresas, afinal eles não estudaram e não desenvolveram outras qualidades a não ser a do esporte praticado durante toda a vida.

A galera que pega onda há anos, mas não participa de campeonatos e entende do assunto, também é qualificada. São poucos Falcões, Casa Grandes e Tostões na mídia, e é claro que não podemos exagerar, afinal existem excelentes profissionais na mídia que nunca praticaram esportes. Porém, se informaram muito e, consequentemente, não pronunciam ou escrevem frases que atordoam nossos cérebros.
Se os atletas conseguissem manter os estudos pelo menos até o 2º grau, com certeza estariam melhor preparados para entrevistas e programas na mídia, além de jogarem a favor da própria imagem.
Consequentemente atrairíam mais investidores e agregaríam um futuro melhor na hora em que a carreira como atleta terminar, além de colaborar para a sociedade como um todo. Alguém acha que no surfe é diferente?
Aloha!