A entrada de um swell proporcionou ondas de até 10 pés durante a terceira semana de agosto em Puerto Escondido.

 

Só isto? Alguns big riders que não conhecem o pico podem questionar.

 

Porém, 10 pés em Puerto não são iguais a 10 pés na Costa Rica ou no Peru, sem desmerecer nenhum destes picos que também proporcionam boas ondas.

 

Na praia de Zicatela, as ondas são muito rápidas desde o momento da remada, passando pelo drop, até o fim da onda.

 

É necessário uma remada forte e veloz. Esta é a única maneira de entrar em uma onda que só permite ser dropada a poucos instantes de o lip jogar.

 

O drop é quase sempre no limite para acertar o posicionamento onde rolará o tubo.

 

No entanto, o barrel nem sempre abre. Devido à velocidade que quebra, às vezes não é possível acompanhá-lo, mesmo acelerando.

 

Desta forma, são necessárias pranchas shapeadas com bastante flutuação, quilhas um pouco maiores que as normais e um reforço especial na laminação.

 

Minhas pranchas são laminadas com tecido de 170 ou 200 gramas – material usado em longboards – para aumentar a resistência.

 

As pranchas ficam um pouco mais pesadas, porém são melhores em ondas em que a principal – e geralmente única manobra – é o tubo.

 

Mesmo na baixa temporada, o número de pessoas surfando é grande e o nível dos locais, bem como de muitos estrangeiros, está alto.

 

La Punta de Zicatela nesta semana ofereceu também boas condições. Surf for fun!

 

Dá-lhe Puerto!

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)