Fernando Fanta

Procura pela prancha perfeita

Uma parte marcante da minha procura pela prancha perfeita foi lá pelo ano 2001, em mais uma das inúmeras coincidências de nossas vidas.

Eu tinha 17 anos e treinava na Joaquina (SC) para um campeonato catarinenese amador. Minha prancha não estava muito de bem comigo e havia um cara um pouco mais velho surfando muito bem do meu lado, o que chamou a minha atenção.

Não pensei duas vezes e fui logo trocar uma ideia. Perguntei seu nome, de onde era, e falei que sua prancha parecia funcionar muito bem naquelas condições em que surfávamos.

Esse cara era Marcelo Rodrigues, shaper nordestino, que na época morava em Florianópolis e que com toda sua bondade tirou a cordinha e me passou a prancha logo depois de pedir para surfar uma onda.

Não deu outra, aquele era um começo de uma relação muito interessante sobre o estudo de pranchas. No final das contas acabei levando a prancha pra minha casa e ainda competi durante todo o fim de semana. Venci o evento e depois disso as coisas começaram a clarear.

Ele fez uma série de pranchas e muitas delas foram espetaculares. Mas o tempo passou e os nossos mundos acabaram se distanciando. Nosso contato ficou cada vez mais longínquo.

Depois de algum tempo, outro amigo meu, Marcelo Ferrugem, me deu o toque de que o Marcelo viria a Floripa fazer pranchas. Fato que seria a chance de ter pelo menos uma parecida de tantas boas que já havia feito.

Missão dada, missão cumprida. Esse lema me aguçou a tal ponto que peguei um avião e fui até a sua casa na praia do Francês (AL). Surfei, conheci seu lugar e fomos para sala de shape chegar a um denominador comum.

As imagens que finalizam o vídeo trazem o resultado de nosso estudo. Elas ajudam a mostrar como essa danadinha – chamada prancha – faz parte da nossa vida de surfista e é nosso instrumento de trabalho que tanto pode nos ajudar como atrapalhar.

Foto de capa Christian Jung

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