Uma parte marcante da minha procura pela prancha perfeita foi lá pelo ano 2001, em mais uma das inúmeras coincidências de nossas vidas.
Eu tinha 17 anos e treinava na Joaquina (SC) para um campeonato catarinenese amador. Minha prancha não estava muito de bem comigo e havia um cara um pouco mais velho surfando muito bem do meu lado, o que chamou a minha atenção.
Não pensei duas vezes e fui logo trocar uma ideia. Perguntei seu nome, de onde era, e falei que sua prancha parecia funcionar muito bem naquelas condições em que surfávamos.
Esse cara era Marcelo Rodrigues, shaper nordestino, que na época morava em Florianópolis e que com toda sua bondade tirou a cordinha e me passou a prancha logo depois de pedir para surfar uma onda.
Não deu outra, aquele era um começo de uma relação muito interessante sobre o estudo de pranchas. No final das contas acabei levando a prancha pra minha casa e ainda competi durante todo o fim de semana. Venci o evento e depois disso as coisas começaram a clarear.
Ele fez uma série de pranchas e muitas delas foram espetaculares. Mas o tempo passou e os nossos mundos acabaram se distanciando. Nosso contato ficou cada vez mais longínquo.
Depois de algum tempo, outro amigo meu, Marcelo Ferrugem, me deu o toque de que o Marcelo viria a Floripa fazer pranchas. Fato que seria a chance de ter pelo menos uma parecida de tantas boas que já havia feito.
Missão dada, missão cumprida. Esse lema me aguçou a tal ponto que peguei um avião e fui até a sua casa na praia do Francês (AL). Surfei, conheci seu lugar e fomos para sala de shape chegar a um denominador comum.
As imagens que finalizam o vídeo trazem o resultado de nosso estudo. Elas ajudam a mostrar como essa danadinha – chamada prancha – faz parte da nossa vida de surfista e é nosso instrumento de trabalho que tanto pode nos ajudar como atrapalhar.
Foto de capa Christian Jung