Pra baixo, todos os santos ajudam

A abertura da temporada de ondas grandes no Hemisfério Norte aconteceu depois de anunciado um dos maiores swells que a costa da Baja California receberia nos últimos tempos.

 

Enquanto isso, no Brasil, o big rider Everaldo “Pato” Teixeira acompanhava a movimentação da ondulação pela Internet e decidiu conferir de perto o tamanho das ondas, cuja marcação nos sites de previsão eram manchas roxas em toda a região da Califórnia.

 

Assim, Pato tomou a decisão de comprar as passagens e levou consigo o cinegrafista Flávio Vidigal, enquanto seu parceiro de tow-in João Mauricio Jabour partiria do Hawaii para encontrá-los em Los Angeles.

 

O projeto seria de apenas cinco dias, com saída no dia 6 e volta prevista para o dia 11 de novembro, e o objetivo de surfar as maiores ondas que encontrassem pela frente.

 

Após entrar em contato com Ed, um amigo norte-americano que possuía um jet-ski, eles partiram para o México praticamente sem dormir e debaixo de uma tempestade rara para a região.

 

Na chegada, após alguma negociação, descolaram uma voadeira com motor de 115 cavalos e partiram para o olho da tempestade.

 

O encontro da dupla brasileira Everaldo “Pato” Teixeira e João Mauricio Jabour com a dupla norte-americana Mike Parsons e Brad Gerlach se deu no outside de Todos os Santos, México, um dos templos do big surf mundial.

 

Em uma tarde chuvosa, com as ondas crescendo a cada minuto, as duplas iniciaram o show de town-in após os surfistas de remada desistirem de tentar dropar as morras que não paravam de subir em Todos.

 

Segundo alguns especialistas, Killers, como é chamada a onda, estava com tamanho nunca visto antes. Logo na primeira onda, João Mauricio deixou a impressão de que nenhuma outra poderia ser tão grande quanto aquela surfada por ele. 

Após varias ondas surfadas pelas duas duplas, incluindo uma vaca homérica do Pato, sugado por uma espuma enorme, eles quase protagonizaram um naufrágio, quando a embarcação em que estavam varou de frente uma ondulação gigante e fez todos a bordo voarem.

 

Já a dupla Parsons/Gerlach enfrentou a dura experiência de se encontrar perdida no mar, à noite, aparecendo depois de muito tempo a cerca de 30 km do porto de onde partiu.

 

Jason Murram, editor da Revista Surfer, entrou em contato com eles e solicitou as imagens para o site da revista, e ficou sabendo por Mike Parsons que dificilmente alguém surfara um mar em Todos os Santos como este do dia 8 de novembro.

 

O projeto do trio acima faz parte de um filme chamado “Impacto”, cujas gravações começaram nessa viagem e vão até junho de 2003, captando imagens em ondas e situações de limite.

 

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.