Pousada Backpackers garante o relax

O surfista paulista Alois Malfitani, 41,  mudou para o Hawaii há 12 anos e hoje toma conta da maior pousada do North Shore, a Backpackers, localizada em Pupukea.

 

Na entrevista concedida a Sylvio Mancusi ele conta como desenvolveu uma idéia do legend Mark Foo,  big rider havaiano falecido em Mavericks, que era oferecer um bom lugar aos turistas, o que se tornou um dos melhores e maiores negócios na Ilha.

 

Quem planeja uma trip para o Hawaii, basta contatar o Alois para ele dar um help para a rapaziada a curtir a viagem da melhor forma possível.

 

Como veio parar no Hawaii?

Eu vim há 12 anos. Claudio Dinará, que já morava aqui, me convidou para ficar na casa dele e eu não fui mais embora.

 

Você começou trabalhando em que função no Backpackers?

Comecei fazendo de tudo. No começo, jardinagem, construção, limpeza. Depois fui pegando o que os outros funcionários foram deixando para trás e hoje tomo conta de tudo. A pousada é a maior do North Shore, pois cabem 150 pessoas, em um total de mais de 10 casas. Hoje, tomo mais conta das reservas. Também faço comida, alugo pranchas e bicicletas.

 

E a idéia de trabalhar aqui? De onde veio?

Eu conheci a dona, Sharlene Foo, irmã de Mark, através do Vitor Marçal, e ela foi pegando confiança em mim e o resto é história.

 

Quem começou esse negócio. A Sharlene mesmo?

 

Não, foi o próprio Mark. Só que depois de um tempo ele não tinha como cuidar de tudo e passou a responsabilidade para a irmã. Na recepção tem todos os troféus dele, do Eddie Aikau, Duke, e algumas pranchas. Temos um museu dele aqui.

Ele começou alugando os quartos na própria casa dele. Depois que o negócio tomou outra proporção, passou a bola para a irmã. Ele viajava muito também.

 

Como o pessoal fica sabendo do Backpackers. Vocês anunciam?

O negócio existe há mais de 20 anos e aparecem pessoas do mundo inteiro. Nós não precisamos mais gastar com anúncios. Nosso trabalho aparece gratuitamente nos melhores guias do Hawaii. Recebemos ingleses, alemães, escandinavos, australianos, holandeses, norte-americanos.

 

E os brasileiros?

Eu diria que só 1% dos fregueses são brasileiros.

 

Quanto custa a diária? Qual a variação de preço e qualidade?

 

De US$ 20, com direito a uma cama em um quarto compartilhado, a US$ 200 em uma casa com quatro quartos para dez pessoas.

 

Quanto sai por mês? Tem desconto?

Quando o pessoal fica mais de uma semana ganha 10% de desconto. No geral, se a pessoa ficar um mês sai em torno de US$ 420 a US$ 650, dependendo de onde ficar.

Devem ter algumas histórias engraçadas do pessoal aqui. Conte alguma para nós.

Não posso… o pessoal viaja e gosta de se divertir. São muitas histórias, mas prefiro não contar. O pessoal fica nas acomodações mais baratas quer festa, bebida e doideira. Tenho que controlar o pessoal.

 

E a segurança?

Aqui nunca tivemos nenhum problema. Fica aberto o tempo todo. Qualquer um pode entrar e raramente acontece algum problema.

 

E a alimentação?

Cada refeição custa US$ 6 no sistema ”all you can eat”. É a melhor e mais barata comida do North Shore. Só não vendemos álcool.

 

Você tem outra atividade?

Administro algumas propriedades aqui no North Shore.

 

Qual o seu contato para a galera do Brasil?

Oferecemos serviço gratuito de busca no aeroporto, uma vez por dia. Também alugamos pranchas e bicicletas. Meu contato é: [email protected] ou Backpackers Hawaii.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)