Surf seco

Por um futuro ainda melhor

O surf profissional não é fácil. Muitos talentos já viveram vários anos de suas vidas e alguns ainda vivem no “circo” da ASP. Somente os mais organizados e agressivos sobrevivem.

 

Com a divisão do WCT e WQS em 1992, entrar para a elite ficou ainda mais difícil. Na verdade, chegar junto em qualquer etapa profissional da ASP  sempre foi tarefa difícil para um trialista.

 

Antigamente eram os top 16 e os back 14 que gozavam de privilégios conquistados nos anos anteriores. Hoje, além da primeira e segunda divisão, o número de competidores aumentou muito e o nível é altíssimo em qualquer fase, depois da primeira. As etapas do WCT têm uma enorme vantagem para o surfista ‘de verdade’.

 

Além do período de espera ser maior, elas rolam em lugares ideais para se pegar ondas de verdade. A coisa mais frustrante para um competidor é gastar energia, tempo e dinheiro para competir em algum lugar distante e na hora da competição, a bateria acontecer em ondas medíocres. Esse é um dos motivos que levam muitos bons surfistas a virarem free-surfers.

 

No mundo profissional de hoje, alguém que saiba articular viagens certas, com fotógrafos e cinegrafistas com potencial para gerar retorno em revista ou televisão têm grande valor para uma empresa, independentemente dos campeonatos. As competições é que formam os campeões e, conseqüentemente, os ídolos.

 

Esse é o diferencial dos surfistas que vencem campeonatos. Depende também do nível do campeonato. Pode ser ídolo do campeonato amador da zona norte ou do WCT. O que interessa é a satisfação pessoal e a conseqüência do retorno financeiro que os resultados positivos podem dar a um atleta.

 

O fato do surfe não ser um esporte olímpico é um atraso. Talvez num futuro próximo aconteça alguma revolução mais significativa. Talvez o formato por equipes, idealizado por Brad Gerlach (ex-top da ASP) e que já foi utilizado nos X-Games, tenha um poder maior de formar torcidas, aumentar o valor dos atletas e quem sabe elevar o nível do esporte ao patamar olímpico. É  triste ver modalidades ridículas incluídas nas olimpíadas e o surf não. Todos sabem que essa inclusão daria um destaque bem maior a todos os envolvidos.

 

Enquanto isso ainda não acontece, acompanhamos de casa, pela transmissão on-line no computador, os eventos do WCT em lugares exóticos e remotos do planeta. Coisa que não acontece em outros esportes. Apesar do atraso, ainda estamos na frente…

 

Aloha!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.