
Depois de ouvir o boletim das ondas naquele sábado, que já previa um bom surf para as praias mais badaladas de Floripa, e conseqüentemente com maior crowd (Joaca, Mole, Galheta e Santinho), logo fiquei amarradão e, como um bom ilhéu que sou e avesso às badalações, optei por um pico geralmente procurado só pelos nativos.
Corri até o carro, coloquei minha prancha em cima e toquei a barca em direção ao sul da ilha. A previsão era de um swell de 5 pés, mas ao chegar no Morro das Pedras fiquei alucinado ao ver até 9 pés de absoluta perfeição atrás do costão.
Céu azul, sol brilhando. Todos estavam na areia apreciando aquela dádiva da natureza e, ao

mesmo tempo, mandando boas energias para três caras que peitavam a vala casca- grossa que estava rolando.
Foi aí que lembrei da minha máquina fotográfica, esquecida até então no porta luvas do carro, e resolvi retratar aquilo que jamais sairá da memória de cada um que estava presente naquele dia.
Direitas e esquerdas tubulares, uma mistura entre Mundaka e Puerto Escondido, faziam a cabeça de dezenas de espectadores que vibravam e gritavam após cada drop dos surfistas.
Naquela manhã, a mãe natureza cumpria com grande eficiência a função de elo com um mundo de sonhos, fascinante ao extremo, dando a sensação para todos que lá estavam de que a vida era somente aquelas ondas perfeitas vindo em nossas direções, quebrando uma atrás da outra em total harmonia.