Longboarder atirado

Pitasi desafia São Conrado

Há alguns dias, cheguei logo cedo à praia da Barra (RJ) para checar as condições e constatei que estavam um pouco ruins por causa da ondulação de Leste.

Na ocasião, encontrei alguns amigos, os surfistas Robert Dias e Rafael Paiva, além de um camarada fotógrafo. Um deles disse que São Conrado estava irado e botou uma pilha para ir com eles.

Ao chegar lá, realmente vi que estava muito bom. Sol, água clara e altos tubos. Logo no estacionamento, alguns bodyboarders que estavam se preparando para a session já começaram a rir e soltar várias piadinhas: “Tá maluco! Isso aqui não é Macumba, não!”, “O que você veio fazer aqui com esse trambolho?”, “Oh! Cuidado para não fazer merda com essa porra, hein!?”.

Fiquei maluco e respondi: “Então, olha irmão!”, e aí entrei na água sem cordinha.

Remei pra fora e todos ficaram me olhando. Remei na maior da série, dropei de crab e botei pra dentro de um tubo largo. Voltei pra fora, esperei e vim em outra da série num drop despencando, cavei e dei na lata!

Depois daquelas ondas, eles começaram a puxar assunto, perguntar várias paradas, liberar ondas e tudo mais. Enfim, os caras viraram meus camaradas e me chamaram para surfar lá de novo. Disseram que nunca tinham visto um longboarder surfar por lá. Eu também nunca tinha caído naquele pico.

O mais legal dessa história foi mostrar para as pessoas que o longboard não é só para velhos, como dizem por aí, e sim um esporte maneiríssimo, que deveria ser mais valorizado.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)