Há alguns dias, cheguei logo cedo à praia da Barra (RJ) para checar as condições e constatei que estavam um pouco ruins por causa da ondulação de Leste.
Na ocasião, encontrei alguns amigos, os surfistas Robert Dias e Rafael Paiva, além de um camarada fotógrafo. Um deles disse que São Conrado estava irado e botou uma pilha para ir com eles.
Ao chegar lá, realmente vi que estava muito bom. Sol, água clara e altos tubos. Logo no estacionamento, alguns bodyboarders que estavam se preparando para a session já começaram a rir e soltar várias piadinhas: “Tá maluco! Isso aqui não é Macumba, não!”, “O que você veio fazer aqui com esse trambolho?”, “Oh! Cuidado para não fazer merda com essa porra, hein!?”.
Fiquei maluco e respondi: “Então, olha irmão!”, e aí entrei na água sem cordinha.
Remei pra fora e todos ficaram me olhando. Remei na maior da série, dropei de crab e botei pra dentro de um tubo largo. Voltei pra fora, esperei e vim em outra da série num drop despencando, cavei e dei na lata!
Depois daquelas ondas, eles começaram a puxar assunto, perguntar várias paradas, liberar ondas e tudo mais. Enfim, os caras viraram meus camaradas e me chamaram para surfar lá de novo. Disseram que nunca tinham visto um longboarder surfar por lá. Eu também nunca tinha caído naquele pico.
O mais legal dessa história foi mostrar para as pessoas que o longboard não é só para velhos, como dizem por aí, e sim um esporte maneiríssimo, que deveria ser mais valorizado.




