Superação infantil

Pirata mostra o caminho

Pirata mostra às crianças como conviver com a deficiência. Foto: Arquivo Pessoal Pirata.

A Escola de Surf do Pirata, localizada na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP), é um local de referência para os portadores de necessidades especiais, que possibilita técnicas diferenciadas.  

 

Pirata, além de ser um portador de deficiência física, é também um grande exemplo para as pessoas que sofrem algum tipo de deficiência.

Atualmente, a escola recebe pessoas com vários tipos de deficiências, como paraplégicos, amputados, deficientes visuais, auditivos e mentais. Todos fazem aulas e aprendem técnicas que atendem suas necessidades específicas.

Com o projeto Surfing for All, Pirata procura incentivar crianças, adolescentes e adultos para prática do surf, além de oferecer apoio para os alunos procurarem vencer suas próprias barreiras.

Gabriel, 11, encontra no surf um novo rumo para sua vida. Foto: Arquivo Pessoal Pirata.

Alguns alunos fazem treinamentos intensos com Pirata, como Gabriel, que aos 11 anos de idade enfrenta seu primeiro ano como deficiente físico.

 

Há um ano, foi pegar carona em um trem no bairro conhecido como Prainha, no Guarujá, e sofreu um acidente que o amputou as duas pernas abaixo do joelho, mas nada disso fez com que parasse de buscar seus limites.

Logo após o acidente, Pirata foi convidado por uma fisioterapeuta para visitar o garoto que estava no hospital Santo Amaro em Guarujá. ?Ao chegar ao seu quarto me deparei com uma criança de apenas 10 anos de idade que tinha sofrido um trauma muito grande em sua vida? conta Pirata.

?Logo com algumas palavras, mostrando a prótese e a facilidade que era para eu conviver com a deficiência, ele ficou mais feliz e soltou um grande sorriso. Depois de alguns dias encontrei Catarina, mãe de Gabriel. Ela disse que a minha visita o fez encarar o acidente de outra maneira. Contou também que quando saí do quarto, o garoto chorou muito e decidiu também sair logo dali e voltar para sua casa.?

 

Alguns meses depois Gabriel apareceu na praia com seus irmãos, sentado em uma cadeira de rodas. Pirata começou treinar o garoto. ?Busco que ele atinja o melhor desempenho na prática do exercício, para que se torne vencedor. Suas habilidades são impressionantes para a pouca vivência sem as duas pernas.?
 

Para a surpresa do Pirata, surgiu outro Gabriel que também tem 11 anos de idade e sofreu um acidente parecido com o do outro garoto. Pegou carona no trem neste mesmo bairro do Guarujá e perdeu um braço por inteiro. Gabriel procurou Pirata para aprender a surfar e tem tido um ótimo desempenho nas ondas.
 
A coincidência foi muito grande, pois duas crianças da mesma idade, do mesmo bairro e com o mesmo nome foram mutiladas por um trem.

 

Esta história poderia ser triste, se não fosse o envolvimento e reabilitação através do surf adaptado. Hoje os garotos têm outra expectativa de vida, pois encontraram logo de início um lugar para conviver com a deficiência sem serem excluídos socialmente, buscando vencer suas dificuldades, além de poder no futuro ajudar milhões de deficientes na prática do surf.

 

Para obter mais informações visite o site Piratasurf.com.br .

 

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