
No dia seguinte ao Waimea em 10 de janeiro, o mar amanheceu com 18 a 20 pés, e novamente Pipeline estava insurfável.
Só no final de tarde, com o mar baixando, alguns bodyboarders foram se aventurar na água. Quem caiu deu sorte, pois foi uma das melhores sessions da temporada em Pipeline.
No outro dia, 12 de janeiro, foi dado ínicio ao mundial de Bodyboard. As condições eram boas: 6 a 8 pés, com o mar liso. Os super stars estavam quebrando. O GQT – Global Qualifying Tour, permaneceu adiado. Foi dado inicio ao Super Tour. O campeonato aconteceu todo no mesmo dia. E Tâmega vinha massacrando em suas baterias.

O havaiano Jeff Hubbard impressionou em um aéreo descomunal para Backdoor, Ryan Hard da Austrália, não conseguiu a mesma expressão do freesurf. Paulo Barcellos morreu em um tubo animal para o Backdoor, tomou a onda de trás na cabeça, foi arremessado na pedra e ainda perdeu prancha.
Mike Stewart fez um excelente tubo para o Backdoor. Mas a final, foi composta por Spencer Skipper do Hawaii, o aussie Damien King, Ruy Ferreira de Portugal e Guilherme Tâmega. King abriu bateria com uma excelente onda para direita, 360 normal na cavada, e foi entubando em um tubo muito profundo. Saiu com um aéreo, 360 normal e rolo na junção. GT ainda pegou boas ondas, mas não foi o suficiente.

A temporada continuava e o novo campeão mundial agora é um australiano. Muitos atletas foram embora logo após o campeonato.
Entre os brasileiros que se destacaram na temporada Paulo Barcellos, Hermano Castro, Hardy Botinho e Roberto Bruno.
Enquanto isso, o crowd de locais e surfistas ia tomando conta aos poucos, pois no final de janeiro começaria a janela de espera do Backdoor Shoot Out e logo em seguida a etapa do mundial WQS, em Pipeline.
Na mesma época chegaram a ilha Magno Oliveira e Felipe Perusin. Maguinho demonstrou muita aitude e disposição, botando para baixo em todas que viu pela frente.

Perusin também pegou bons tubos e surfou
muito bem em seu primeiro inverno havaiano.
A temporada chegava ao fim para o Barrells Board, mas alguns bodyboarders brasileiros permaneceram na ilha. Paulo Barcellos e Hermano ficaram até março e relataram muitos mares épicos em Pipeline, durante o mês de fevereiro.
Bruno Lemos continuou por lá, fazendo imagens aquáticas para o Barrells Board. No Brasil, com muito material captado e ansiedade para dar continuidade ao trabalho.
Nas próximas matérias, você continuará acompanhando todo o processo de produção do Barrells Board.