
Picuruta Salazar, brasileiro com melhores resultados no WLT, fala sobre a etapa de
abertura do mundial, bem como a perna as expectativas em relação ao circuito deste ano.
A etapa de abertura da perna européia começa nesta quinta-feira na Costa da Caparica, Portugal.
O carioca Phill Rajzman venceu a etapa de abertura realizada em Maresias, São Sebastião.
Após as três próximas etapas que serão disputadas em Portugal, Espanha e França, respectivamente, o circuito para para o Brasil com
a disputa The Bull Dog World Longboard em

Saquarema (RJ).
Veja abaixo a conversa com o santista Picuruta Salazar.
Como você avalia a etapa que teve em Maresias?
Foi boa, não só para mim, mas para todos nós brasileiros, principalmente pela vitória do Phil. É muito importante ter um brasileiro largando na frente. É a primeira vez na historia do circuito mundial que acontece isso; ter o Brasil no primeiro lugar no ranking.
E sobre o seu resultado?

Eu fiquei em quinto lugar. Não me dei muito bem na semi, senão teria ido para a final. Mas é muito cedo ainda para definirmos alguma posição. Estou partindo para Europa onde vai ter mais três etapas.
Quais são os fortes candidatos no circuito?
Na realidade são todos, porque no circuito mundial estão os melhores de cada país. Os havaianos são os que dão mais trabalho. Tem também o Beau Young da Austrália, o californiano Colin McPhillips, que foi três vezes campeão mundial, mas não podemos esquecer do fator sorte. Todos esses nomes que citei não se acharam nas ondas de Maresias. Então

durante os vinte minutos, se tiver sorte e se for um dia legal, acaba se dando bem.
Existe alguma revelação no circuito entre os gringos?
Para mim é o africano Jason Ribbink, que ficou em segundo lugar em Maresias. No ano passado ele ganhou em Saquarema e é um cara que tem se destacado bastante. O surf dele é muito power, bem parecido com o nosso e se o mar estiver grande é um forte candidato.
E entre os brasileiros?

O nosso time é muito bom. Entre eles temos o Amaro, o próprio Phil que arrebentou, tem o Olimpinho também, apesar de não ter ido bem nessa primeira etapa, tem ainda o Paulo Kid, que é campeão europeu, entre muitos outros. Mas em Maresias quem se destacou mesmo foi o Phil.
Falando do Phil, o que você acha do surf que ele apresenta, onde vemos muita radicalidade, mesclado com manobras clássicas?
É esse tipo de surf que a ASP está exigindo dos atletas, porque tinham muitos surfistas que só sabiam fazer o clássico e outros que só eram radicais. Então os dirigentes entraram num

acordo para que haja um equilíbrio nas duas modalidades. Agora os juizes podem nos avaliar nas duas manobras, a clássica e a radical.
Nas três etapas da perna européia, qual a sua experiência em cada país?
No ano passado eu fiquei em segundo lugar na etapa que teve em Portugal, mesmo com ondas bem pequenas. Espero que eu possa ter um resultado bem melhor na Costa da Caparica, quem sabe até ser campeão, pois esse é o nosso objetivo, buscar sempre o título. Na Espanha fiquei em quinto lugar e na França não fui muito bem. Foi o único ano que não tive bons resultados, pois sempre me destaquei na Europa e espero repetir agora.

E as pranchas New Advance. Quantas você está levando e de quem é o shaper?
Estou levando três pranchas de tamanhos padrões conforme a norma da ASP, que são nove pés, não pode ser menor que isso. São todas do shaper do Fernando Longarina feitas exclusivas para as etapas da Europa. Vamos ver se elas irão funcionar por lá, como funcionam aqui no Brasil. Espero repetir o feito de quando fui campeão em Portugal pela ISA, meu primeiro título mundial, com uma prancha shapeada por ele.
Você está embarcando com mais um título em seu curriculum. Como foi o seu final de semana

em Maresias participando do Legends?
Foi show para mim. No ano passado não pude competir, mas o Almir, meu irmão, participou e ganhou na mesma categoria que fui campeão agora, a Master. Se não me engano, acho que é a terceira ou quarta vez que faturo no Legends.
Como você define o Legends?
É um evento muito importante para o surf brasileiro, pois é onde se reúne toda a tribo da antiga do surf, a verdadeira nata do longboard. E não é só uma competição, e sim uma grande confraternização, uma festa maravilhosa que o Mark do Legend faz todos os anos com o Claudiones da Waves. Foi alucinante.
Confira com ficou o calendário do circuito mundial em 2003
20 a 25 de maio – Oxbow – Maresias, São Sebastião (Brasil) – US$ 20 mil
3 a 6 de julho – Portugal Caparica Pro – Costa da Caparica (Portugal) – US$ 20 mil
10 a 13 de julho – O’Neill Longboard Classic – San Sebastien (Espanha) – US$ 20 mil
15 a 20 de julho – Orange Biarritz Surf Festival – Biarritz (França) – US$ 20 mil
22 a 27 de julho – The Bulldog World Longboard – Saquarema (Brasil) – US$ 20 mil
data a ser definida – Oxbow World Champs – Raglan (Nova Zelândia) – US$ 50 mil