
Um petroleiro se partiu em dois e afundou na última terça-feira (19/11) no litoral da Galícia, na Espanha.
O navio grego Prestige transportava o dobro de combustível que vazou em 1989 do Exxon Valdez, no Alasca, considerado até agora o vazamento mais grave da história, segundo notícia publicada na seção Mundo, do Portal Terra.
O Prestige tem 26 anos e está no fundo do mar, a 3,6 mil metros da superfície e 210 quilômetros da costa.
Os ambientalistas temem que a pressão, o impacto do afundamento ou a ferrugem possam destruir o tanque do Prestige e lançar o combustível restante no mar.

A esperança é que o frio endureça a carga a bordo. Cerca de 80 quilômetros do litoral da Galícia já está pintado de preto. A indústria pesqueira e o turismo, duas atividades importantes na região, também estão seriamente ameaçadas.
As consequências do desastre possivelmente chegarão a Portugal, que acusa as autoridades do país vizinho de rebocar o Prestige para mar aberto, onde as correntes podem levar a mancha de óleo também para a costa portuguesa.
Antes de afundar, o Prestige deixou vazar 17 mil das 77 mil toneladas de óleo que transportava.
Ao ser rebocado, ele deixou para trás uma mancha de 280 por 28 quilômetros. Biólogos estão levando aves marinhas cobertas de óleo para um centro de resgate em La Coruña, principal cidade da região.

Centenas de marinheiros e voluntários estão varrendo e até aspirando a grossa camada de óleo das praias. As autoridades informaram que quatro mil pescadores e 28 mil trabalhadores da indústria pesqueira já ficaram temporariamente sem trabalho.
Os ventos soprando em direção oeste devem levar todo o óleo diretamente para a costa galega nos próximos dias. As autoridades instalaram 28 quilômetros de barreiras infláveis no estuário de alguns rios.
No local do naufrágio, barcos e aviões de toda a Europa tentam conter o óleo na superfície, mas enfrentam dificuldades por causa das ondas de cinco metros.