Pesquisa científica movimenta baianos

 

Pesquisa científica realizada na Bahia avalia influências do Sistema Nervoso Autônomo sobre a prática do surf competitivo. Foto: Caio Igor.

Em janeiro, foram coletados na Bahia os dados da primeira pesquisa científica que visa avaliar as influências do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) sobre a prática do surf competitivo.

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Os trabalhos aconteceram em Salvador e foram coordenados pelo professor Marcus Palmeira – mestrando em Educação Física e membro do laboratório do movimento humano da Universidade São Judas em São Paulo.

 

Atletas renomados do surf baiano marcaram presença, como o atual campeão estadual profissional Heloy Júnior, Márcio Leal, Fabriciano Júnior e Wilson Santos, entre outros competidores.

Campeão baiano Heloy Júnior participa dos trabalhos coordenados por Marcus Palmeira. Foto: Caio Igor.

“O objetivo desse trabalho é investigar quais os parâmetros metabólicos e hemodinâmicos são modulados pelo SNA durante a prática do surf competitivo para, a partir daí, podermos prescrever um programa de treinamento específico para modalidade”, revela o professor Marcus.

 

Os atletas passaram por uma bateria de testes que consistiram em avaliações antes e depois de uma situação de competição simulada.

Entre os testes, destaque para a aferição de pressão arterial em diferentes momentos, coletas de sangue para avaliar os níveis de lactato e glicose, além da execução de ECG (eletrocardiogramas de repouso e recuperação).

Essa iniciativa vem consolidar o surf como esporte de alto nível, e incluí-lo de vez no ramo das pesquisas científicas. Professor Marcus é um dos pioneiros em realização de trabalhos científicos e no treinamento de atletas de surf no Brasil.

 

Ele já treinou surfistas como Márcio Thola, Wilson Santos e Heloy Júnior. “Vamos aguardar os resultados desse novo experimento e torcer para que a comunidade do surf possa ter o mais rápido possível acesso a essas informações que, com certeza, vão revolucionar o treinamento dos atletas, levando-os a alcançar performances cada vez melhores e com mais segurança. É o surf conquistando seu espaço na ciência”, comemora Marcus. 

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