
Um tubarão de cerca de 2 metros de comprimento foi capturado na última quinta-feira (16/05) em Maresias, na Costa Sul de São Sebastião.
O animal pesava cerca de 200 quilos e ficou preso a uma rede de espera próxima à praia de Maresias.
Esse é o terceiro tubarão capturado recentemente nas praias do litoral Sul de São Sebastião.
Os outros dois apareceram em Paúba e Toque-Toque Grande, informa o site Imprensa Livre, em nota assinada pela jornalista Ana Lucia Dias.
O pescador Luis Carlos Chinquini, o Nenen, disse que se surpreendeu quando viu o animal preso na rede laje de Maresias, a cerca de quatro quilômetros da praia. Ele disse que o tubarão deve ter entrado na rede por causa dos outros peixes capturados.
“O tubarão era grande, deu muito trabalho para ser capturado. Ele ficou se debatendo muito na rede, foi difícil trazer para a praia”. O pescador explicou que teve que bater com o remo na cabeça do animal para poder capturá-lo.
Nenen disse que o peixe seria vendido para uma pousada de Boracéia.
Na costa brasileira vivem diversas espécies há milhões de anos e o aparecimento de tubarões é absolutamente normal, não representando nenhum tipo de ameaça.
Não há mudança no ambiente que comprove de forma concreta a aproximação desses animais em águas mais rasas, perto das praias, garante o biólogo Bruno Leite Mourato (biólogo licenciado pela Universidade Santa Cecília e que cursa bacharelado em Biologia Marinha, escrevendo monografia sobre tubarões).
Segundo ele, falsas notícias de ataques geram pânico se não forem esclarecidas de forma contundente, referindo-se à suposta presença de tubarões-brancos recentemente na região de Matinhos (PR).
O último registro de ocorrência de tubarão-branco (Carcharodon carcharias) no Brasil foi feito na região Sudeste, mais precisamente na cidade de Cananéia, litoral sul de São Paulo.
Tratava-se de uma fêmea com aproximadamente 5,5 metros, pesando perto de duas toneladas, e que está empalhada no museu da cidade de Cananéia.
Segundo Bruno Leite Mourato, os pescadores de Matinhos devem ter se confundido, uma vez a espécie não costuma formar cardumes e sua ocorrência em nosso litoral é muito baixa.
Os pescadores devem ter visto animais semelhantes ao tubarão branco, como o anequim e o tubarão golfinho. Quando possuem tamanho razoável, leigos podem se equivocar com a sua aparência. (colaborou Ader Oliveira)