Por trás das notas

Perna européia começa a esquentar

O tradicional circuito mundial de surfe, o WCT, começa a decidir os pontos valiosos para a definição do ranking deste ano.

 

Depois do fatídico cancelamento no ano passado, devido aos atentados de 11 de setembro, tivemos a etapa portuguesa terminada antes das finais por falta de ondas.

 

Em Portugal, semana passada, estávamos bem no evento. O Peterson, o Fabinho Gouveia e o Herdy perderam boa oportunidade de avançar no ranking, apesar do nono lugar e dos US$ 11 mil que receberam.

 

Mas agora, no sudoeste da França, o mar subiu e finalmente parece que teremos uma final na Europa depois de dois anos.

 

O mês de setembro ainda é inconsistente na Europa, até mesmo na costa portuguesa. A cada semana que passa a incidência de frentes frias começa a aumentar, e agora em outubro as ondulações do Atlântico Norte começam a se manifestar.

 

Semana que vem o circo do surf atravessa a fronteira da Espanha e desembarca na melhor onda européia, a famosa esquerda de Mundaka.

 

Tomara que as condições estejam boas, pois esta onda basca é incrível, proporciona tubos muito longos, dependendo da maré com duplo lip, os surfistas atingem grandes velocidades e quem já surfou lá viu como uma foz de rio pode fazer um banco de areia perfeito para a formação de boas ondas.

 

Os brasileiros precisam se recuperar no ranking, e as etapas da Europa vão ser a última chance antes do Brasil e do Hawaii para marcar os pontos.

 

O fator psicológico é muito importante para suportar a pressão de ter que marcar pontos nos eventos decisivos, e aí que os mais preparados mentalmente se superam.  Na elite do esporte pequenos detalhes decidem, pois todos são craques.

 

No surfe a natureza impõe suas condições e nos obriga a uma observação atenta para conseguir achar ondas de qualidade e nos adaptarmos de praia em praia, cada dia diferente do outro. Fazer esta leitura bem feita nos ajuda a reduzir os problemas e a segurança psicológica cresce. Pensamento positivo! Boa sorte e boas ondas.          

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.