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Perfil: Kai Lenny, campeão mundial de SUP Surf

Semana passada o mundo conheceu o primeiro campeão mundial de Stand Up Paddle Surf, seu nome: Kai Lenny. Um jovem havaiano de 18 anos que, pouco a pouco, vai se consolidando como representante de uma linhagem de grandes watermen havaianos, que tem em Duke Kahanamoku seu maior expoente. Verdadeiros embaixadores do espírito Aloha, elegantes tanto dentro quanto fora da água.

 

Campeão do mundo aos 18

Kai Lenny nasceu em Maui, Hawaii, em oito de outubro de 1992. Aos quatro anos de idade começou a surfar com seus pais, Martin e Paula Lenny – ele corretor de imóveis, ela médica -, um casal apaixonado por water sports que desde cedo transmitiu ao filho sua paixão pelo oceano. Não é exagero afirmar que Kai vive no mar desde que nasceu, e ainda que seja difícil crer que o garoto escolheria outro lifestyle tendo o mar azul turquesa do Hawaii como playground, seus pais sempre tomaram o cuidado para que as coisas acontecessem de forma natural. Nota-se, pelas declarações de Martin e Paula, um cuidado muito grande na educação de seus filhos Kai e Ridge, no sentido de fazê-los entender o real significado de seus troféus: a dedicação e disciplina o tornarão um campeão, entretanto, acima de tudo isso está a possibilidade de se tornar uma pessoa melhor. Essa é a verdadeira conquista. “Kai é um atleta muito bom, ganhou a turnê mundial, mas o que mais me orgulho é o fato de que ele é uma pessoa boa. Fico muito feliz por ele ser também uma grande referência para seu irmão mais novo, Ridge”, disse Martin Lenny, em entrevista a um jornal havaiano, após a conquista do filho.
 
Kai tem hábitos pouco comuns para um garoto de sua idade: levanta às 5h15 da manhã para ir surfar, de SUP ou pranchinha, até 7h30. Depois, das 8h às 12h30, dedica-se aos estudos; na parte da tarde, pratica windsurf ou kitesurf e no final da tarde, quando os ventos estão mais amenos, pratica SUP. Com uma rotina dessa, não é de se espantar que logo nas primeiras horas da noite já esteja dormindo. “Gosto de ir para a cama cedo”, diz.  Além disso, incentivado pelos pais, ele faz voluntariado para a ong havaiana “Big Brothers and Sisters of Maui” que realiza trabalhos assistenciais e de orientação vocacional com crianças em Maui. Para ele, essa é uma forma de agradecimento e retribuição à sua terra por todas as conquistas alcançadas.
 

desafiando Jaws de windsurf

Essa postura humilde pode enganar àqueles que enxergam na agressividade e arrogância uma demonstração de força. Mas não se engane. O garoto educado e tranqüilo de Maui vira um guerreiro implacável quando veste a lycra de competição. Na última etapa do mundial de SUP, em Big Island, mesmo com o título de campeão mundial garantido após a eliminação de Peyo Lizarazu, quartas de final, Kai seguiu surfando muito, passando todas as baterias em primeiro até chegar à final e vencer o campeonato. E antes que se diga que o “mar estava pequeno”, é importante lembrar de sua vitória em Sunset, na primeira etapa do mundial, em um mar gigante competindo contra alguns dos locais mais casca grossa do Hawaii.
 
 
 
Os mentores
 

Com Robby Naish, seu grande mentor

 
Essa “veia de campeão” foi percebida cedo por Robby Naish, uma lenda viva do windsurf mundial. Amigo da família Lenny, transformou-se no mentor de Kai e passou a acompanhar mais de perto sua evolução no windsurf e a incentiva-lo por meio de ensinamentos e patrocínio. Kai tinha então oito anos; aos doze fechou patrocínio com a Red Bull e Oxbow. Empresas que, além da própria Naish, marca de seu mentor, o patrocinam até hoje (recentemente ele renovou o contrato com a francesa Oxbow por mais cinco anos). 

Tow-in em Jaws para a esquerda não é pra qualquer um

 Windsurf foi o primeiro esporte em que se destacou e, assim como no SUP, é considerado um atleta de elite. Em 2009, no seu primeiro ano como profissional, foi eleito “rookie of the year” pela Associação Profissional de Windsurf, por ser a maior revelação do esporte naquele ano. Mas além dessas duas modalidades também domina o surf, foilborad, kitesurf e o tow-in.

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