Oswaldo Pepe é advogado convertido em profissional de comunicação, além de ser surfista e colecionador de pranchas – tem mais de 50!
Neste relato, Pepe saúda o final dos tempos com um depoimento do que sentiu quando recebeu a notícia de um campeonato de surf exclusivo para advogados, o Circuito OAB / CAASP de Surf, que acontece neste sábado (24/10) na praia do Tombo, Guarujá (SP).
Acabo de receber da amiga dra. Cecília Breda um e-mail surpreendente, anunciando o primeiro campeonato de surf para… advogados!
Como estudei com afinco e prazer o Direito e sou surfista, imediatamente comecei a pensar o que isto possa significar: seria, como muitos pensam, sinal inequívoco do fim dos tempos: advogados que surfam?!
Sem dúvida. Acaba-se o tempo das bancas e seus mercados cativos. Inaugura-se o mercado das empresas jurídicas prestadoras de serviços.
Encerra-se o tempo das capitanias hereditárias e inicia-se o tempo da concorrência, das disputas de preço. É o fim das horas ilimitadas e dos contratos sem risco; agora é o tempo das parcerias, da transparência e da contraprestação.
Termina a autoridade, entra o cliente. Sai a velha publicação encadernada igual e entra o Migalhas. Muito bem, acaba-se o berço esplêndido, mas o que isto tem a ver com o surf? Muito.
Ao escolher um novo parceiro jurídico que qualidades se buscam? Justamente aquelas que um surfista tem que ter. A coragem dos mares. Força e determinação para enfrentar a arrebentação e finalmente atravessá-la; paciência para esperar.
A habilidade em entender as ondas e saber o melhor momento para descê-las suavemente enquanto o mar ao lado explode em violência. Capacidade de expressar-se no fluído. Humildade para saber que no mais selvagem a única chance de sucesso é ser o mais civilizado. Tudo o que um excelente advogado precisa ser.
E são estes que surfarão no próximo dia 24 no Guarujá. Recomendo anotar nomes e escritórios. Afinal, nestes novos tempos, de mares e ressacas bravias, o que melhor para se ter ao lado do que um advogado, e que surfa?