Março foi um mês chuvoso no Hawaii. Foram mais de 10 dias chovendo sem parar no North Shore e as bancadas de Pipeline, Backdoor, Off The Wall e Rocky Point ficaram cheias de areia.

 

Acordei cedo todos os dias para checar se rolaria o Womens Pipeline Pro. Passaram-se 10 dias e nada de ondas, até que finalmente no último domingo a prova teve início em ondas com cerca de 1 metro.

 

O prazo do campeonato estava se esgotando e competimos em condições péssimas. O mar estava com ondas de meio metro inconstantes e predominavam as direitas do Backdoor.

 

O dia estava chuvoso e as ondas quebravam na beira devido à quantidade de areia na bancada. Perdi logo de cara na terceira bateria do dia.

 

Não consegui surfaruma onda sequer acima do joelho. Meu posicionamento foi horrível e faltou experiência em competições.

 

Realmente, não estou acostumada a disputar uma onda de meio metro com seis meninas.

 

Enquanto o campeonato não rolava, aproveitei o tempo livre para correr bastante e surfar de pranchinha e de longboard.

 

Também agilizei minha partida do Hawaii. Estou me preparando para embarcar no dia 25 de março para Margareth River, West Australia, onde ficarei por cerca de 20 dias.

 

Escolhi este pico pela constância e pelo tamanho das ondas. A água é fria e posso treinar com meu long john para me adaptar. A meta é ir para Mavericks, Califórnia (EUA), na próxima temporada.

 

Mas, enquanto não rola Mavericks, vou treinar nas ondas australianas e em seguida embarco novamente para a Indonésia.

 

Nestes últimos dias de Hawaii também gravei o programa Parada Oi, do canal a cabo Multishow, apresentado pela modelo Lívia Lemos.

 

Quem me acompanhou nos passeios pelo arquipélago foi o bodyboarder Luis Cláudio Duda, que vive no Hawaii há seis anos.

 

Fizemos entrevistas e visitamos vários pontos turísticos da ilha. Depois gravamos um free-surf, mas as ondas não colaboraram. Estava muito marola.

Esta será mais uma temporada cheia de emoções e muitas ondas! Em breve mando mais notícias.

 

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