World Surf League

Pay Per View à vista?

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John John Florence é o atual campeão mundial e faturou US$ 6,1 milhões na última temporada, de acordo com a Stab. Foto: WSL / Poullenot.

 

O site australiano Stabmag voltou a levantar um debate sobre a cobrança de Pay Per View para o acesso às transmissões ao vivo das etapas da World Surf League.

A possibilidade vem sendo estudada desde que a antiga ASP (Association of Surfing Professionals) passou a ser intitulada WSL (World Surf League), em 2015.

De acordo com a reportagem publicada pela Stab, a taxa de crescimento da WSL tem sido 5 vezes maior do que a NFL (National Football League), maior liga de futebol americano do mundo.

Apesar de estar sem um patrocinador principal desde a saída da Samsung, no início deste ano, a Liga ganhou o reforço de algumas empresas importantes, como a Visa e a Michelob Ultra.

A WSL também conta com patrocinadores de mídia em eventos sem patrocinadores principais, como Fiji.

A grande diferença é que as transmissões da WSL são fornecidas de forma gratuita; não há ingressos para eventos, nem Pay Per View para a transmissão via web, e nem os recursos do site da WSL, como o Fantasy, o heat analyzer (análise das baterias), vídeos, dentre outros.

Ainda de acordo com a Stab, outros esportes individuais, como o MMA e lutas de boxe, funcionam com um Pay Per View na faixa de US$ 50.

Já os pacotes esportivos para futebol, beisebol, basquete, além de pagamentos mensais para o pacote básico ou premium, custam até US$ 120 por ano ou US$ 23 o mês, e ainda contam com apoiadores financeiros importantes.

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Em 2014, a etapa em Teahupoo atraiu 1,9 milhão de visitantes únicos. Foto: © ASP / Kirstin.

 
De acordo com a Forbes, uma equipe da NFL vale em média US$ 2,35 bilhões, enquanto o atual campeão mundial John John Florence faturou US$ 6,1 milhões em 2016. O atleta mais bem pago da NFL, Drew Brees, ganhou US$ 31,250 milhões em 2016.

A WSL é uma empresa privada e não revela as suas finanças. Segundo a Stab, uma etapa masculina do Tour custa entre US$ 3 e 5 milhões para ser realizada – levando em consideração o custo da comissão técnica, licenças, seguros, etc. Sendo assim, uma temporada do circuito, no espectro de baixo custo, custaria US$ 33 milhões.

O site australiano entrou em contato com a WSL para obter os números da audiência do webcast, mas a Liga não revelou as informações. Em 2014, durante a etapa taitiana do Tour, vencida pelo brasileiro Gabriel Medina em condições épicas em Teahupoo, a então ASP divulgou o número de 1,9 milhão de visitantes únicos e um total de 6,1 milhões de visitas ao longo da prova.

Ignorando os acessos oriundos dos aplicativo e a transmissão ao vivo pelo Facebook e parceiros internacionais de mídia, três anos depois, considerando o crescimento da WSL, a Stab fez uma estimativa, supondo que cada etapa garanta 1 milhão de visitas únicas ao longo do período de espera de 13 dias.

 

Se 10% dos 100 mil espectadores estiverem dispostos a pagar US$ 10 para acessar o webcast em cada evento, a receita total trazida pelo Pay Per View adicionaria US$ 1 milhão a cada etapa.

Cobrando US$ 100 pelo acesso à temporada e anunciando 11 eventos pelo preço de 10 – considerando o grupo de 10% dos 100 mil fãs estimados – a WSL receberia US$ 10 milhões por temporada. 

Você pagaria?!

Fonte Stabmag.com

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