
Depois de cinco dias paralisado por falta de ondas, o Rip Curl Pipe Masters foi reiniciado nesta sexta-feira em Pipeline, North Shore de Oahu, Hawaii.
Válida como a última etapa do WCT e da Tríplice Coroa Havaiana, a prova distribui um total de US$ 260 mil em prêmios.
Os brasileiros não foram felizes nas ondas de 2 metros e estão fora da briga pelo título.
Raoni Monteiro, Marcelo Nunes, Peterson Rosa, Bernardo Pigmeu, Renan Rocha e Peterson Rosa foram barrados na repescagem. No round seguinte, deram adeus Victor Ribas, Bruno Santos e Paulo Moura.

O destaque do dia foi o norte-americano Kelly Slater, que passou pela repescagem e na terceira rodada descolou notas 10 e 8.67.
E o destaque lamentável foi a agressão sofrida pelo pernambucano Paulo Moura, depois de cometer interferência contra o havaiano Makua Rothman nos momentos finais da bateria vencida por Andy Irons, também do Hawaii, com Luke Egan, da Austrália, em segundo.
Precisando de uma nota pouco acima de 3 para passar em segundo, Moura cometeu interferência na disputa contra Makua e aparentemente teve a cordinha da prancha segura pelo havaiano.
Moura caiu logo no drop e emergiu demonstrando ter machucado a cabeça. Ao sair da água, ele foi agredido por Makua enquanto preparava-se para ir embora da praia.
A Association of Surfing Professionals não deve tolerar fatos lamentáveis como esse e, a princípio, fica a impressão de que faltou segurança ao atleta brasileiro na área do campeonato.
Questões envolvendo atletas dentro da água não podem e nem devem motivar agressões praticadas entre competidores, torcedores ou quem quer que se apresente para “tomar satisfações”.
É importante lembrar que no Brasil os atletas estrangeiros são constantemente protegidos e cercados de eficiente segurança, apesar do clima de hospitalidade em nossas praias.
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