Paulo de Castro disserta sua Ideologia

Você escrevia textos polêmicos, publicados no WavesBB, e há um bom tempo não temos nenhum texto novo. Algum motivo especial?

 

O simples motivo é que vi, que não adianta mais tentar mudar a opinião de quem gosta de ver o esporte entregue as marolas e ao amadorismo, é como falar para as paredes!

 

Ou melhor, até as paredes escutam mais do que esses caras. Por isso resolvi seguir o caminho paralelo, competindo os campeonatos aqui do Rio, onde a Febberj (Federação de Bodyboard do Estado do Rio de Janeiro), está fazendo um trabalho nota 10. Mas apenas os campeonatos Rio Super Pro, valem a pena. Porque nem o resto se salva…

 

Como você avalia o Circuito Brasileiro?

 

Não consigo nem avaliar, acho que chegou a hora de separar as coisas. Não existe mais espaço para categoria Pro/Am. Deve ser apenas
Pro. Não dá para ficar vendo os amadores, de franco atiradores, fazerem o nome em cima de GT, Paulo Barcelos, Otavio e outros. tem que se criar a categoria Profissional. Ela ainda não existe no Bodyboarding brasileiro.

E acho que está mais que na hora de começarem a escolher o mar que rolam os eventos. Não dá pra fazer campeonato profissional em qualquer condição. Estão fazendo etapas até em mares que parecem lagoas.

 

Há quem diga que você tem vergonha de ser bodyboarder, é verdade?

 

Vergonha é uma palavra meio forte. Mas é quase isso. É porque hoje, os leigos no assunto, pessoas que nunca tiveram contato com surf ou  bodyboard, acham que o esporte é para crianças e mulheres.

 

Percebi isso, quando trabalhei em uma grande empresa multinacional e tive que explicar pra quem perguntava o que era bodyboarding, mostrando frames e imagens do filme, só assim eles viram a outra realidade do esporte.

 

Você é o atletas que está presente em

quase todas as estrondas do filme. Há quem diga que você é um dos idealizadores disso. Qual o motivo das estrondas no filme?

Gosto de fazer o que tenho vontade. Nós percebemos que no esporte estava faltando isso, pessoas com atitude.

 

Nessa, resolvi chamar a responsabilidade para mim, estrondando, e provocando o lado atitude dos meus amigos, para que todos fizessem o mesmo. Deu no que deu… No nosso filme, temos imagens de vários atletas estrondando. E mais, outros filmes que estão vindo, estão indo pelo mesmo caminho.

 

 

Isso pode denegrir a sua imagem, ou a imagem do esporte?

 

Claro que não! A prova disso, é que a repercussão que os outros filmes tiveram, filmes que chocaram a todos, despertou a atenção de muitos patrocinadores.

 

Até de empresas que não estão ligadas ao esporte. Se estivesse com o filme queimado, com certeza não teria os patrocinios que tenho, e não teria espaço para ter uma prancha com o meu nome, o meu modelo, que vai ser lançada em janeiro de 2004 pela BZ Bodyboards. 

 

Hoje para se vender uma imagem, você tem que estar em evidência, não adianta ter uma imagem “politicamente correta” e não aparecer em lugar nenhum. O que o mercado quer é que você apareça.

 

 

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