Minha primeira trip ao litoral de São Paulo aconteceu no início de maio para um evento profissional. Levei calção, neoprene, parafina e cordinha mas acabei não levando prancha, acreditando que por lá poderia encontrar uma para dar um surfe em um intervalo do trabalho.
Numa quinta-feira fui fazer um reconhecimento da praia em Santos e vi o potencial do lugar quebrando boas ondas. Já bateu aquela fissura normal.
Na sexta-feira notei que a condição do mar melhorava mas tive evento o dia inteiro. Ao final da tarde, vi a galera se deslocando de bike voltando do surf com cara de cabeça feita. A fissura foi aumentando.
No sábado tive a manhã livre e quando acordei logo cedo, vi altas ondas na praia em Santos. Ondas grandes. Sai correndo pela praia com o objetivo de conseguir uma prancha alugada ou emprestada. Quando cheguei ao Quebra mar tinha uns 2 metros de onda servidos. Fiquei maluco.
Falei com várias pessoas e assim mesmo não consegui uma prancha. Acabei por assistir o surf, só assistir.
No domingo, ainda rolavam boas ondas e resolvi ir até o Guarujá. Fui de ônibus e a primeira parada foi na praia do Tombo.
Lá eu vi uma galera pegando boas ondas e pirei. Sai a procura de uma prancha para dar o banho. Foi aí que apareceu a salvação. Encontrei o Paulo Matos em sua barraca de praia. Apresentei-me e falei da minha vontade de pegar uma onda. Perguntei se tinha uma prancha para alugar e ele prontamente e gentilmente me ofereceu uma 7 pés. Nem acreditei.
Troquei rápido e sai correndo para o mar pelo canal e surfei por uma hora, até entrar um vento e balançar o mar. Peguei umas boas direitas e esquerdas correndo a parede e foi o suficiente para sair da água feliz da vida.
Foi o primeiro e único surf dos três dias em águas paulistas, numa praia alucinante. Fechou com chave de ouro. Então via site Waves, quero agradecer a camaradagem e o espírito de surf do Paulo Matos por ceder sua prancha para o meu surf. Valeu, Paulo, abraço.