Camaradagem no Guarujá

Paulinho do Tombo revela espírito aloha

Paulo Matos, primeiro campeão brasileiro da história, mostra que sabe receber os forasteiros em seu pico. Foto: Ivan Storti.

Minha primeira trip ao litoral de São Paulo aconteceu no início de maio para um evento profissional. Levei calção, neoprene, parafina e cordinha mas acabei não levando prancha, acreditando que por lá poderia encontrar uma para dar um surfe em um intervalo do trabalho. 

 

Numa quinta-feira fui fazer um reconhecimento da praia em Santos e vi o potencial do lugar quebrando boas ondas. Já bateu aquela fissura normal.

 

Na sexta-feira notei que a condição do mar melhorava mas tive evento o dia inteiro. Ao final da tarde, vi a galera se deslocando de bike voltando do surf com cara de cabeça feita. A fissura foi aumentando.

 

No sábado tive a manhã livre e quando acordei logo cedo, vi altas ondas na praia em Santos. Ondas grandes. Sai correndo pela praia com o objetivo de conseguir uma prancha alugada ou emprestada. Quando cheguei ao Quebra mar tinha uns 2 metros de onda servidos. Fiquei maluco.

 

Falei com várias pessoas e assim mesmo não consegui uma prancha. Acabei por assistir o surf, só assistir.

No domingo, ainda rolavam boas ondas e resolvi ir até o Guarujá. Fui de ônibus e a primeira parada foi na praia do Tombo.

 

Lá eu vi uma galera pegando boas ondas e pirei. Sai a procura de uma prancha para dar o banho. Foi aí que apareceu a salvação. Encontrei o Paulo Matos em sua barraca de praia. Apresentei-me e falei da minha vontade de pegar uma onda. Perguntei se tinha uma prancha para alugar e ele prontamente e gentilmente me ofereceu uma 7 pés. Nem acreditei.

 

Troquei rápido e sai correndo para o mar pelo canal e surfei por uma hora, até entrar um vento e balançar o mar. Peguei umas boas direitas e esquerdas correndo a parede e foi o suficiente para sair da água feliz da vida.

 

Foi o primeiro e único surf dos três dias em águas paulistas, numa praia alucinante. Fechou com chave de ouro. Então via site Waves, quero agradecer a camaradagem e o espírito de surf do Paulo Matos por ceder sua prancha para o meu surf. Valeu, Paulo, abraço.

 

 

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.