Pauê critica modelo de inclusão de deficientes

A inclusão de deficientes nas empresas com mais de 100 funcionários, é uma das atuais reivindicações feitas pelo Governo Federal, através da lei de cotas.

 

O cumprimento dessa lei realiza-se pela maioria das empresas com o ?ar? de obrigação, já que não são estimulados os princípios de conscientização.

 

Com isso, realizam o processo sem preocupar-se com a questão da ?inclusão social?. Para as empresas que apenas cumprem com a lei, é realmente muito difícil lidar com a obrigação de ter que fazer algo quando o não cumprimento resulta em multa.

 

Confesso que o sentimento de obrigação nos traz uma imagem ruim e essa não deve existir quando nos referirmos em questões que incorporam direitos morais e éticos de cidadania.

 

Inclusão social é um dever e um compromisso de todos nós. A empregabilidade de pessoas com deficiência é uma questão de dar oportunidade.

 

Essas pessoas, que denominamos como deficientes, são capazes de desenvolver as mais diferentes tarefas e atividades quando preparadas para atuarem no mercado de trabalho.

 

Por isso é de extrema importância um treinamento e capacitação tanto dessas pessoas como também daquelas que irão conviver e trabalhar com elas.

 

Para adequação de um treinamento com excelência é preciso primeiramente que haja palestras de sensibilização para que a empresa que receber essas pessoas, possa ter consciência das maneiras de lidar e abordar o tema.

 

Uma equipe especializada em recrutamento prestará suporte para identificar a capacidade e talento de cada pessoa. É importante ainda ressaltar a acessibilidade arquitetônica de acordo com a necessidade de cada um.

 

Segundo o IBGE-Censo-2000, 15% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência, esse valor corresponde aproximadamente 25 milhões de pessoas.

 

Se pararmos para pensar que de cada seis pessoas, uma tem algum tipo de deficiência, duvidaríamos desses números, já que não vemos essa demanda circulando nas ruas e inclusas na sociedade.

 

Devido à falta de atenção dos setores públicos na questão da acessibilidade dos centros urbanos, cerca de 70% desses tornam-se excluídos do contexto de oportunidade no mercado de trabalho e lazer.

 

O fato de o Brasil ser um país subdesenvolvido também interfere na questão do uso de tecnologias assistidas, como órteses e próteses, que são facilitadores na adaptação das pessoas com deficiência para a vida.

 

A mudança dos conceitos é estabelecida a partir do momento que nos permitimos aceitar essas pessoas como seres vivos aptos, já que a incapacidade é um adjetivo não para pessoas que tem algum comprometimento físico, visual, auditivo ou mental, mas sim para pessoas que não se permitem acreditar nos seus próprios potenciais.

 

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