Pato encara Jaws de peito aberto

A previsão da Internet mostrava um grande swell a caminho de Jaws. Preparei tudo e voei para a ilha de Maui, onde está localizado o pico de Peahi, mais conhecido como Jaws, um dos preferidos atualmente pelos big riders de todo o mundo.

 

Eu, João Maurício Jabour (meu parceiro de tow-in), um fotógrafo havaiano chamado Bruce e minha esposa e cinegrafista Fabiana, chegamos na noite anterior ao grande swell. Mal conseguimos dormir de tanta ansiedade.

 

Às 6:30 horas da manhã já estávamos com tudo preparado. João levou Bruce e Fabiana para o cliff, de onde iriam fazer as imagens, enquanto eu ajeitava tudo para o surfe.

 

Maliko Bay é o nome da baía onde entramos com o jet-ski. O local funciona como um termômetro e deu pra perceber que o swell estava realmente gigante. Estava muito perigoso de sair com o jet, que já estava bem pesado com a carona que demos para o surfista baiano Kevin.

 

Na saída fomos surpreendidos por uma onda gigante que fechou o canal… A aventura já começou ali. Caí do jet e o João, que estava dirigindo, também caiu, e quase perdemos nossa máquina para tow-in, mas o João foi rápido e conseguimos escapar!

 

Realmente quando chegamos o mar estava gigantesco! Eu nunca tinha visto ondas daquele tamanho em Jaws! Ficamos calmos e nos preparamos para começar. João foi o primeiro a surfar e não tivemos muita sorte.

 

Logo na primeira onda, que era enorme e cheia de bumps, a prancha ficou leve demais e quase na base o João se desequilibrou e tomou a maior vaca da vida dele!

 

A prancha partiu ao meio e o peso do lip fez com que ele tocasse os pés no reef (que é muito fundo), além de arrancar seu colete salva-vidas. João foi resgatado e sentia fortes dores no ombro. Isso tudo logo na primeira onda! Conclusão: fiquei sem parceiro e sem prancha.

 

João, mesmo com dores, quis ficar no canal e assistir ao espetáculo, pois valia a pena! Vai saber quando Jaws iria quebrar daquele jeito novamente. Puxei o Sylvio Mancusi em várias ondas e ele me puxou também, fomos bem, mas é diferente, não estávamos entrosados.

 

Mesmo assim puxei ele em uma onda que foi considerada a maior do dia e já está concorrendo ao prêmio do Billabong XXL. Bem, não peguei as melhores, mas surfei bem – tive que me adaptar aos diferentes tipos de pranchas que peguei emprestadas – e não me machuquei, esse que era meu principal objetivo.

 

Acho que será difícil entrar outro swell com essa potência tão cedo, mas não podemos duvidar das forças da natureza. Eu particularmente quero que venham muitos outros iguais a esse, ou maiores!

 

Aloha!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.