Espêice Fia

Pasti, Bagas e Nagas

Direita de Pasti, em Sumatra, quebra solitária em frente ao Surfing Village. Foto: Fábio Gouveia.

No mês de junho, faltando 15 dias para o fim da temporada da pesca da tainha, já estava impaciente com as boas ondas desperdiçadas em virtude do acesso proibido em alguns bons picos de Santa Catarina.

Em conversas “internéticas” com o fotógrafo Ricardo Borgui, que em sua segunda temporada consecutiva habitava, como fotógrafo residente, o Surfing Village, não penssei duas vezes e me piquei para Sumatra.

Duas ondulações boas já haviam passado pelo pico de Pasti e redondezas e uma terceira ainda estava por vir. Mesmo me agilizando, não consegui pegar o final da segunda, porém ainda a tempo de pegar a terceira, já que essa teve um ligeiro atraso e ganharia força no dia da nossa chegada. 

Digo nossa porque, na real, acabei me encaixando de última hora em um grupo de três brasileiros e seis australianos que estavam com o pacote fechado havia alguns meses no “Kisorte”. 

Este é o apelido que traduz o Surf Camp Surfing Village, de sociedade dos três brasileiros aventureiros – Mario Pacheco, Fernando Nardelli e Paulo Sciamarelli, mais conhecido na Sumatra como Mister “Pôulo”.

Já carregando certa fama por algumas reportagens em revistas não só do Brasil, como do mundo, a onda de Pasti também foi retratada em filme da Hang Loose em 2008, produzido pelo videomaker Rafael Mellin e sua equipe.

Na ocasião, fui ao pico com Junior Faria, Danylo Grillo e Bernardo Pigmeu. A direita tubular também pôde ser vista em Blue Horizon, em session de Andy Irons e Joel Parkinson.

Muitos tubos ali foram surfados e, como em minha primeira passagem não tinha conseguido surfar as reais boas ondas do principal pico, claro, essa foi a razão mais provável de minha volta.
 
Pulei aquela parte de sei lá quantas tantas horas de voos e chá de aeroporto para se chegar ao cais do porto de Padang. No filme Pasti, até tinha dado uma declaração: “Rapaz, não dá mais pra mim, agora viajo só pelas Américas!”. A alusão era justamente à distância, mas nada como pegar a primeira onda, acelerar na parede e dar boas batidas e rasgadas.

Pronto, era essa a retirada da rebordosa e do fuso horário de 10 horas entre o Brasil e Sumatra. Depois das boas vindas e reencontro dos amigos , ligeira pausa para as instruções dos dez mandamentos do “Kisorte”.

Os gringos, bem atenciosos ao vídeo que estava sendo projetado, e eu sem conseguir conter as risadas. Era tudo em inglês e cômico, mas, conhecendo os caras do surf camp, não me aguentava na medida em que os mandamentos eram citados.

No video, o Nardelli, gerente comercial, era o ator principal e começava fazendo tudo errado. Logo apareciam os dois rastasfaris, Mario e Paulo, com dois remos de canoas para repreendê-lo.

Logo em seguida vinha a parte correta e mais uma vez apareciam os rastas com os remos cruzados e levantando sobrancelhas e óculos escuros, porém, desta vez, em sinal de aprovação. O vídeo segue totalmente em tom “comedial” e em ritmo acelerado, cativando logo de cara os integrantes da barca e dando sinais de que aqueles 15 dias seguintes seriam de pura diversão.

Em nosso primeiro surf, uma caída antes do almoço na onda de Bagas, esquerda na ilha da frente de Pasti que recebe maiores ondulações. Ondas de 1 metro e algumas de 2 de face faziam a alegria da galera. Como da minha última vez havia surfado bastante esssa onda, me sentia em casa .

Dava drops atrasados e boas rasgadas em baixo do lip. A maior da série ficou por conta do Nardelli e vi que pelo menos dois do grupo dos australianos, surfavam acima da média do restante.
Como disse, me encaixei  no grupo e não conhecia ninguém. Pra mim seria uma viagem inédita, pois todas as outras que havia feito até hoje, haviam sido pré-agendadas e com outros surfistas profissionais.

Não que eu não tivesse tentado escalar alguns companheiros de profissão, mas, como minha decisão de ir havia sido de última hora, os quatro surfistas que eu havia convidado, não puderam ir por uma ou outra razão.

A ondulação que batia maravilhosamente linda em Bagas, parecia ganhar força. Hora de voltar pro “Kisorte”. Ao ancorarmos a “voadora” com motor de 50 hp, começamos a vibrar com a série que entrava em Pasti, já bem diferente das linhas pequeninas do amanhecer durante nossa chegada.

Caramba, galera, tá subindo! Almoço rápido e delicioso proporcionado pelos mais novos integrantes da alta culinária “kisorteana”, Rafael Maduro, surfista de Santos e viajante ao lado de sua esposa Sheylla Maduro.

As coisas no “Kisorte” acontecem assim. O casal viajava por Byron Bay, na Austrália, quando Mário o encontrou e, entre poucos papos, havia surgido o convite para o casal tomar conta do Surfing Village na baixa temporada, enquanto os sócios se dividiam em trabalhos extras e suas outras funções, entre as quais, feriazinhas, né?

Aliás, vale aqui um parágrafo: os caras estão vivendo o sonho da ilha perdida, ou da ilha paradisíaca. Seja lá como for , a curtição rola junto ao trabalho, que, dividido aos três, sobra mais tempo pra “brincar”.

Pasti começando a bombar, vento parado e o fim de tarde foi de muito surf. O dia seguinte prometia. Já ao entardecer, quase escurecendo, vi um belo momento do australiano Nathan White, da Gold Coast (todos eles, incluindo os brasileiros).

O cara pegou um tubo longo de backside e saiu por baixo da cortina em cima da bancada pra lá de rasa. Aquela onda foi mais um sinal para o dia bom que prometia na manhã seguinte.

Ao acordar, no fuso horário e ainda à noite, resolvi esperar um pouco que o dia começasse a clarear, já que o surf camp fica em meio a uma floresta e, claro, não queria topar em nenhum bicho peçonhento logo em minha estreia.

Quando caminhava ao pico, dois australianos já se encontravam no line up. Não fiquei surpreso, pois no país deles, nego tem esse costume de cair muitíssimo cedo. A brisa de terral e sol raiado fizeram Borghi pular da cama. Aliás, ele ficara hospedado na casa do nativo chamado Nagaden, que ocasionalmente originou o nome de uma das sessões da onda de Pasti, ou seja, o pico de “Nagas”.

 

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Mesmo com fortes dores na costela, Mr. Ribs não sai da água. Foto: Fábio Gouveia.

Juntamente com Borghi, sua namorada Joyce Grisotto, que vem tendo a vida de aventureira com seu parceiro e gravando tudo em video para nossa felicidade. Uma câmera novinha havia chegado para Joyce, já que sua 7D recém-adquirida, havia se afogado em sua chegada a Pasti no mês anterior durante seu desembarque de canoa.

Isso mesmo, a aventura já começa logo ali – canoinha em meio ao reef afiado depois da espera da calmaria entre as séries que, volta e meia, pegam nego de surpresa e batizam os pertences.

No vai e vem das ondas, séries de 1 metro marchavam na bancada e a ordem era imprimir alta velocidade para tentar passar as duas primeiras sessões e atingir o “tercerá”. Descobri o nome quando, ao chegar do surf, obtive o relato do “Paulé”, conhecido também por Mister “Pôulo” (o cara tem dopis apelidos).

“Meu, você acelerou muito, foi parar lá no tercerá!”, disse Paulo. No café da manhã, aquele visual. A galera trocando o turno na água; era a minha vez de ficar observando. As linhas demoravam, mas, quando vinham, era aquele visual. O outro australiano bom chamava-se Luke, goofy tal como Nathan. Fazia arcos bonitos a bordo de sua JR, mesma marca que faz alguns shapes para Josh Kerr. Aliás, esse amigo comum do Josh relatou que no passado, seu amigo Nathan era o principal team rider JR.

Na segunda session, as ondas havia melhorado e foi a vez de ver os três brazucas em ação. Os dois primeiros, André e Phelipe, residém também na Gold Coast. Um exerce a função de chefe de cozinha e o outro ajudante de chefe. Já o terceiro, um geólogo gaúcho atualmente residindo no Rio, Raul.

André era um pouco mais atirado e deu pra ver que suas viagens anteriores para a Indonésia deixavam-o mais à vontade do que Phelipe. Já Raul fazia um base lip legal de backside. Os tubos melhoraram e todos acabaram pegando algumas seções.

O nosso mestre-cuca Rafael Maduro, que acabara de entrar na água antes de tocar a ficha no almoço, quebrou a prancha em sua primeira onda ao botar pra dentro de um tubo e não sair. Dos males, pelo menos nosso rango ia sair mais cedo. Coitado! Mas também ali ele pouco estava se queixando, pois tinha todo o tempo durante suas folgas para surfar aquela onda.

A caida do fim de tarde rendeu altas ondas com series de 1 a 1,5 metros. Em determinado momento da maré, séries maiores entravam. Peguei tubos longos e vi mais uma vez bons tubos do Nathan, que a essa altura, ganhara o apelido de Mister Ribs, já em seu segundo dia.

Explico. O cara mora em Bali, tá montando uns warungs para locação com sua esposa, que é uma brasileira. Prestes a embarcar pra Pasti, tomou uma vaca de moto e reclamava toda hora de suas costela (ribs). Ele remava fraquinho, mas estava sempre ali no pico. “Oh, my ribs!”, exclamava o “ozzy”.  Mas tava sempre ali, esperando a série (risos).

À tarde foi a vez de Mario. Mariozinho, para os íntimos, continua ceivando sua vasta cabeleira rasta que, na água, constrasta com suas manobras. A cada batida, rasgada ou decolada, abrem dois leques, um de água e outro de dreadlock (risos).

Antes da sessão da onda de Pasti propriamente dita e entre Nagas, fica a sessão de Loban, que finaliza em uma bancada raríssima antes do canal de Pasti. É lá que o Mariozinho gosta. Drop radical despencando e depois um tubo seco. O bicho ficava revezando umas duas ondas em Pasti, mais umas três em Lobans.

Nessa mesma session já dava pra ver a evolução do brasileiro Rasta, pois o bicho melhorou um bocado. É daqueles caras que estão surfando qualquer onda e com qualquer coisa, leia-se pedaço de prancha.

 

Os caras quebram as pranchas e muitas vezes não se dão ao trabalho de emendar a outra extremidade. Passam só uma resininha com fibra no restante da maior parte e acabam ficando com várias mini models no mais puro estilo roots.

No terceiro dia as ondas ganharam pressão e foram muitos tubos. Pela manhã o vento não estava muito bom, mas à tarde ficou lisinho e a festa foi geral. Nessa peguei tubos que ainda não tinha pego em Pasti, pois da outra vez, havia partido antes do swell propício.

Vejo André “Mop” botar no trilho dos tubos, e outro australiano chamado Clayton arriscar uns aéreos com uma prancha pequena para sua altura e tamanho das ondas. O cara tinha em média 1,85 de altura e usava uma 5’5 larga e com um rabetão.

A esta altura, as séries aumentavam até que aquela onda surpresa veio mais ao fundo. Mister Ribs se encontrava no outside, mas acho que naquele momento sua costela realmente não aguentou o tranco e ele acabou perdendo a onda que tinha 2 metros de face e tubular.

André começou a remar atrasado e, por via das dúvidas, também comecei a remar. Sabia que ele estava atrasadaço, mas pra não querer impregnar, não quis forçar a remada de início. Resultado: o cara despencou lá de cima e, quando remei mais forte já era tarde, despenquei em seguida levando uma grande vaca. O pior foi tomar a série de umas quatro ondas.

 

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Bagas chama galera para session. Foto: Fábio Gouveia.

O visual era incrível – tubos secos rolando e sem ninguém, pois todos no line up foram pegos de surpresa. O Borghi, que estava no canal, ficou só vendo a cena e fotografando os expressos sem uma alma viva. Naquele momento só quis esperar esta série que, até o final da caída, não veio mais. Mas vieram outras ondas muito boas e pegamos bons tubos.

Em um desses, andei muito e saí lá no tal do “Tercerá”. Porém, mais uma vez os “locais” do  surf camp vieram me dizer, “Meu, você precisa ver isso aí, vai até a Quinta da Boa Vista”, brinca um deles, que depois de muito tempo trabalhando na selva de pedra paulistana, agora diverte-se dando nome de partes da avenida mais famosa daquela capital às seções da onda, de tão longa que pode ficar nos dias clássicos.

Durante a noite só pensava nas ondas do dia seguinte, mas, para minha decepção, elas baixaram e adeus aquela série que eu queria pegar. Mesmo assim, o dia de surf em Pasti foi inteso e resolvi aproveitar. Ano passado os caras descobriram um beach break maravilhoso perto do “kisorte”, e os ozzys boys, escoltados por Rafael Maduro, foram lá conferir.

Eu só escutava esta história de que em dias flat, o “beach break” teria 1,5 metros. Como Pasti ainda tinha umas ondas, achei que o fundo de areia tivesse fechando. Para minha surpresa, os caras chegaram todos muitos felizes com os tubos em pé que pegaram. Nem as pranchas partidas estragaram a animação. Dia seguinte, adivinha, beach break clássico! Ondas de 1 metro, com 2 metros nas maiores. Durante a navegação até o pico, surgiu minha curiosidade. Como é o nome do break, galera? E Mario logo responde: “Dropando a onda com a faca na caveira e a vaca sentada na cadeira!”.

“O que é isso?”, indaguei, dando risadas. “Você não tem mais o que fazer, não? Isso é lá nome que se dê a um pico (mais risos)! Já que dizem que parece muito com Cacimba do Padre, em Noronha, bota Cassatra, mistura de Cacimba com Sumatra! E ainda mesmo com um “erre” no meio, fica parecido com uma sobremesa boa danada!”, terminei, zoando os caras.

Mas logo surgiu outro nome soletrado em seguida pelo mister “Pôulo”. Bota então “Sumimba”, mistura de Sumatra com Cacimba! “Taí, gostei!”, disse a Paulo. Já Mário, se irritou. “Que nada, rapá, vai ser “Faca na caveira com vaca sentada na cadeira, ou então fica beach break mesmo e ponto final (risos)”.

Nessa session, dois barcos foram ao pico e um deles era a mais nova aquisição do “Kisorte”, a tão falada “Ferrari”. Uma lancha de 28 pés com dois motores de 200 hps. O “bagulho” chegava ao pico em 10 minutos! 

Se os caras falavam que não havia crowd por ali, a coisa parecia estar mudando, pois dias antes, uma barca com Tom Curren e Bruno Santos havia passado por lá. Na real, crowd não tava, mas uma outra lancha se encontrava no local com mais quatro surfistas, além dos nossos, que com a chegada de mais dois brasileiros e um ozzy, Adriano, Michel e Terry, totalizamos umas 15 cabeças.

A praia era comprida, mas a galera quis ficar perto dos barcos e ficamos todos meio amontoados. Mas tudo na tranquilidade, pois não parava de bombar onda e neste quesito era bom para o Borghi poder produzir o material, já que fotografava com a lente “fish eye”, ou então,”ôi de jipe”,como acharem melhor. Vi que o gringo que acabara de chegar  também tinha faro pra tubo.

Adriano tinha disposição e botava pra baixo em uns late take off’s. Em uma dessas, veio uma grande, e quando ele dropou, a onda transformou-se em um quadrado double up. Vi a cena de cima  e deu pra constatar que o cara fora engolido. Nessa o beach break mostrava toda sua potência e duas pranchas foram quebradas ao meio. Por sorte eu havia levado uma extra e os caras acabaram revezando pra não ficarem apenas “chupando dedo”, feito menino “desacalentado”.

Neste dia e nos dois dias seguintes, as ondas ficaram igualmente especiais, cristalinas, tubulares, uma maravilha! A esta altura, já estávamos todos quebrados, nego não aguentava mais nem remar. Mas por incrível que pareça, só o Mister Ribs parecia estar bem na fita, pois o cara não queria sair da água, era o primeiro a entrar e praticamente o último a sair.

Depois seu amigo Luke disse que o cara era daquele jeito mesmo, um atleta, ou seja, não era só por causa dos anti-inflamatórios que estava usando para amenizar a dor. Se bem que os dias foram passando e o problema do cara não deveria ter sido muito sério, pois realmente não deu mais sinal de remada fraca, muito pelo contrário (risos)!

Em uma das manhãs pós-surf no “beachie” (os ozzys chamavam assim o fundo de areia), a esposa de Mario, Michelle (australiana e já fala português fluentemente) reclamara: “Já foi pro Beach Break de novo? A cama acordou cheio de areia!”.

A real era que os “dreads” do rasta acumulavam areia por vários dias e era mais uma “farpa” para as risadas no “Kisorte”.

Depois de alguns dias, eu não aguentava mais surfar, já tava era rezando para entrar um  vento maral. Geralmente você vai para um pico e em dia flat, é descanso. Mas com esse tal de beach break, o que acontece é mais quebradeira, o “caba” fica moído! Só mesmo uma massagem pra dar uma “desemgripada” nos músculos, e isso, até no Surfing Village já tem.

“Kisorte”! Duas irmãs gaúchas, Ana e Dane, cada uma com quase 2 metros de altura, chamadas pelos nativos de coqueiros. Reza feita e atendida, chuva e maral para os próximos dias. Descanso e preparar o material. Separar fotos, semi-editar videos pro Rái Êite 100 tripé (meu programa no canal Woohoo), responder e-mails atrasados…

“Kisorte” agora tem internet boa, rapaz! Dois dias sem surf foram o bastante pra se recuperar e já começar a ficar agoniado. Cadê o próximo swell que não chega?  Chuvas torrenciais à noite e logo depois um sol maroto. Era a chegada do novo swell. Pasti ia subindo, mas mais uma vez rolou um alvoroço para irmos checar o beach break, pois as condições lá poderiam estar épicas. Mas, só pra dar um toque, este beach break é “o beach break”!

Mesmo que só pegasse ondas por lá em toda a trip, não iria achar ruim, pois é um dos  quatro melhores em que já surfei no mundo. A navegação até lá estava ruim e bem difícil, o swell de Sudoeste mostrava sua cara. No caminho iamos checando outros picos, mas o vento não se mostrava bom para eles. Ao chegarmos ao nosso destino, os australianos que haviam ido em outra lancha cerca de meia hora antes, já estavam remando de volta ao barco.

As ondas ficaram grandes e tortas para o pico, já que o swell era misturado. Avistamos o Terry na areia e chegamos a achar que ele tivesse quebrado sua prancha , até que um dos gringos nos falou que ele havia visto um peixe muito grande e pensou ser um tubarão.

A real é que o tal peixe chegou a puxar sua cordinha. Por via das dúvidas, todos voltaram ao barco e Terry ainda estava na beira relutante em entrar de novo. Como tinha swell ali, o conhecimento do “capitão” Mario nos levou, segundo “eles”, à melhor onda da Sumatra.

Não estávamos dando nada pela onda , até que uma série entrou depois de 20 minutos de espera vendo o pico. “Lado Lado” chama-se aquela “coisa” linda. Não acreditamos no visual quando vimos a onda de outro ângulo. O Mister “Pôulo” foi logo entrando na água  e avisando: “Galera, tem um surf!”.

De difícil colocação, perdemos a primeira série, porém, na segunda, já dropei atrasado devido ao terral e caí dentro do tubo. Passei bem por dentro e segui dando umas duas rasgadas. Caramba, que onda maravilhosa! Phelipe “Pêagá” veio na de trás, Michel “Jundiaí” na seguinte, e, na última, Paulo.

Aliás, esse, com bom conhecimento do pico, também pegou um belo tubo. Quando ele saiu, já fui falando “Agora eu sei, esta é a onda predileta do Mister Pôulo!”. O Mario já pulou do barco e seguiu se posicionando mas pra dentro do pico. Na primeira, botou pra baixo e entubou. “Nada como conhecer o local”, pensei.

Até então, estávamos nas esquerdas e o Raul surfando as direitas, que pareciam mais curtas e cheias. Quando perguntei a ele se estavam vindo umas direitas boas, ele falou “Sim, até que elas estão rendendo”. Neste momento vi que uma da série saiu um spray. Ôpa, será que tá rendendo? Na próxima série eu me encontrava no meio do pico, porém visava ir pra esquerda quando de uma hora pra outra resolvi olhar pra direita.

Em uma fração de segundos, dropei atrasado e, esticado, fui passando por baixo da placa que ia me cobrindo. Dei umas duas aceleradas e saí limpo mais adiante. Sem dúvida havia sido um tubo profundo e uma manhã memorável pra mim, pois aquela onda realmente era especial.

 

Por sorte, os gringos decidiram surfar uma outra onda logo ao lado, porém não conseguiram ver o potencial das ondas que estávamos surfando. Mas sei que eles também se divertiram na bancada rasa de Rahassia, pois caso tivessem optado por Lado-Lado, o surf não teria sido tão proveitoso.

De cabeça feita, Pasti prometia para o fim de tarde, minha última session na ilha. Um barco  de fora apareceu e alguns surfistas vieram conferir o pico, o que de fato deixou a onda mais concorrida. Séries de 1 metro servidas vinham com certa constância, mas decidi surfar ao lado de Mario em Loban. Foram bons tubos até que decidi esticar até Pasti.

Cheguei bem na hora da série e perguntei à galera que já esperava na fila se eu poderia ir na primeira, até porque a onda entrou perfeita onde eu estava. Nego gritou “Vai, Fia”, e eu fui. Radicalizei demais em minha segunda manobra e, mesmo completando com controle, perdi a seção seguinte.

Fiquei vendo várias outras ondas boas vindo atrás. Hora era André, hora Adriano e em outra quem? Mister Ribs! Na última da série veio Raphael, porém a onda fechou pra ele e eu me encontrava em posicionamento perfeito. Tirei a sorte, pois a onda já veio rodando e passei o “Tercerá” por dentro do tubo.

Borghi havia perdido a foto, pois estava em Loban. Depois desta, voltei feliz pra lá e ficamos produzindo as fotos até o escurecer, até porque a lua  cheia dava um tom a mais ao cenário e o “flash” disparava a todo momento.

Sem dúvida vários outros tubos foram surfados e à noite só confraternização da galera. Bintangs geladas e muitas histórias dos dias no Kisorte. “Ya’ahowu”!

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    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A janela segue até 4 de setembro. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Fiji A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Ethan Ewing (AUS) x Cole Houshmand (EUA)3 – Yago Dora (BRA) x Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) x Alan Cleland (MEX)5 – João Chianca (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Liam O’Brien (AUS) x Callum Robson (AUS)8 – George Pittar (AUS) x Jackson Marshall (EUA)9 – Italo Ferreira (BRA) x Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) x Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) x Crosby Colapinto (EUA)15 – Jack Robinson (AUS) x Barron Mamiya (HAV)16 – Gabriel Medina (BRA) x Jacob Willcox (AUS) Feminino Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Luana Silva (BRA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)3 – Sawyer Lindblad (EUA) x Vahine Fierro (FRA)4 – Caroline Marks (EUA) x Erin Brooks (CAN)5 – Gabriela Bryan (HAV) x Yolanda Hopkins (POR)6 – Nadia Erostarbe (ESP) x Isabella Nichols (AUS)7 – Molly Picklum (AUS) x Brisa Hennessy (CRC)8 – Lakey Peterson (EUA) x Francisca Veselko (POR) Round 1 Masculino 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Feminino 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ)

    Próxima chamada neste sábado (29) às 16h (de Brasília). Confira a transmissão ao vivo do Fiji Pro 2026, direto de Cloudbreak, e participe dos debates em nosso fórum.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.