Finalmente surfamos Barra de la Cruz, depois de praticamente 10 dias procurando a melhor maneira (e a mais barata) de ir para esta direita que tanto ouvimos falar.

 

Assim que chegamos no México já perguntamos para o taxista que nos levou do aeroporto até o hotel quanto sairia para ir até Barra. “Uns US$ 140 cumpadre”, foi o que ouvimos chocados.

 

Depois de pesquisar e conhecer alguns locais conseguimos por US$ 100, mas continuava muito caro.

 

Enquanto esperávamos por um novo swell,

conhecemos dois brasileiros que disseram que alugaram um carro, foram sozinhos para lá e a brincadeira saiu US$ 70. Nossa melhor opção até agora.

 

Decidimos alugar um carro, mas a dúvida era como ir sozinho para um lugar totalmente isolado e desconhecido no meio da madrugada.

 

As chances de alguma coisa dar errado ou de se perder eram muito grandes. Então, decidimos convidar um mexicano para nos acompanhar.

Pablo, professor de surf para os iniciantes que se arriscam em Puerto, aceitou o convite na hora, mas foi logo perguntando: “Com que carro vocês vão?”.

 

Disse que alugaríamos um fusca e ele respondeu na hora: “Você está louco. Vamos no meu carro e vocês pagam US$ 40 da gasolina”.

 

Estava feito, por US$ 100 a menos que a primeira oferta e ainda com um guia local. Não podia ser melhor. Saímos as quatro da manhã de Puerto Escondido e passamos a madrugada na estrada, um rodovia de mão dupla que lembrava muito a Rio-Santos – pouco conservada e muito perigosa.

 

Depois de duas horas de viagem, Pablo me acorda e diz que estamos chegando. Para minha surpresa, chovia muito e eu não tinha como me proteger da chuva que castigava a praia. Pedimos emprestado um guarda-chuva de um mexicano que estava por ali e fomos para o pico.

 

O visual da praia era alucinante e ondas perfeitas. As direitas enroscavam na bancada e abriam muito, rolando um tubo logo no começo e depois uma sessão de manobras com outra sessão de tubo, e a onda abria mais, lembrando Kirra, da Gold Coast australiana.

 

Clique aqui e confira o vídeo de Barra de la Cruz.

 

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A molecada foi correndo para a água. Entraram pelo canal junto às pedras e saíram pegando ondas, uma atrás da outra.

 

Pegavam uma, saíam na areia, corriam e entravam de novo pelo canal. Era o paraíso para eles, até um local falar: “Hoje está ruim, vocês precisam ver aqui quando está realmente bombando”.

 

Camarão vinha em qualquer coisa que aparecia, desde a melhor da série até uma intermediária fechando. Ele remava em todas, estava com fome de ondas. “Aqui é um parque de diversões. Quero voltar amanhã de qualquer maneira”, disse Camarão.

 

Charlie Brown abusou no estilo e mandou manobras muito boas, optando por ficar um pouco mais para dentro do pico. Ele pegava as ondas que sobravam e destruia. “Esta onda é uma delícia, muito fácil de manobrar”, disse.

Na segunda queda, o sol deu o ar da graça e apareceu para completar o show. As ondas diminuíram um pouco, mas ainda vinham séries de 1 metro alinhadas, lisas e perfeitas.

 

Diferente de Puerto, que só se surfa de manhã, Barra de la Cruz rola o dia inteiro, mesmo com vento maral.

Quando anoiteceu fomos embora com a sensação de missão cumprida. Cansados, sentamos no carro e só acordamos quando chegamos ao hotel. Nossa trip finalmente estava completa, pegamos bons tubos em Zicatela, conhecemos La Punta e suas esquerdas e surfamos Barra de la Cruz.

 

Depois de 14 dias no México, voltamos para casa depois de ter conhecido um lugar fantástico, pessoas muito legais e ondas diferentes do que estamos acostumados no Brasil. Nossa viagem foi um sucesso.

 

Gostaríamos de agradecer ao Petronio da Greenish, Alexandre da Reef, toda equipe Waves, Michel da Nivana, ao Hotel Las Olas, Pablo (nosso guia para Barra) e a todas as pessoas que ajudaram a fazer esta trip acontecer. Obrigado e até a proxima.

 

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Agradecimentos ao Hotel Las Olas. Para obter mais informações, entre em contato pelo telefone (954) 582 0919. Ou envie mensagem para [email protected] .

 

Paulo Tracco contou com apoio da Nivana e Aeromexico.

 

aeromexico

 

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