Pancho Sullivan fatura Monster Energy em Pipeline

Foi encerrado na última quarta-feira, em ondas pesadas entre 1,5 e 2,5 metros em Pipeline, North Shore de Oahu, Hawaii, o Monster Energy Pipeline Pro, etapa 4 estrelas do WQS, com vitória do local Pancho Sullivan.

 

Em segundo lugar ficou Brian Pacheco, 28, outro local casca-grossa do North Shore, com os também havaianos Ola Eleogram,18, e Evan Valiere, 21, na terceira e quarta posições, respectivamente.

 

Mostrando total domínio e sintonia com o pico na final, Sullivan, 31, deixou todos precisando de uma combinação de notas para tentar uma reação, com notas 9 em um tubo sem as mãos para Pipe e 9.9 em outro tubo “impossível” para Backdoor.

 

Pela vitória, com a incrível média de 18.90 pontos de 20 possíveis, ele faturou US$ 10 mil e pulou para a sexta posição no ranking mundial do WQS 2005. “Vencer em casa foi incrível”, disse Pancho Sullivan após a disputa.

 

“Venho buscando isso há mais de 10 anos e finalmente consegui realizar esse sonho ao mesmo tempo em que me divertia lá fora. É provavelmente a coisa mais alucinante na minha vida neste momento, e muito gratificante também”, disse o havaiano.

 

Porém, a melhor colocação de um surfista estrangeiro ficou com o lendário californiano Tom Curren, na quinta posição. Aos 40 anos, Curren foi a maior atração do evento e anunciou que está de volta ao circuito mundial.

 

Depois de surfar com maestria e passar várias fases na competição, Curren foi barrado nos últimos dois minutos na segunda semifinal por Pacheco, ficando de fora da final por uma pequena diferença de pontos. Com o resultado, o tricampeão mundial ocupa a 10a posição no WQS.

 

Segundo Bruno Lemos, videomaker e correspondente Waves no Hawaii, o californiano foi intensamente aplaudido pelo público ao sair da água, em uma cena emocionante para uma verdadeira lenda viva do esporte.

 

Segundo Lemos, o evento contou com baterias clássicas entre feras como Ross Williams e Rob Machado, Derek Ho e Tom Curren, entre outras, sem falar nas atuações dos surfistas japoneses Masatoshi Ohno e Naoshi Ogawa e do português Tiago Pires, que tirou um 10 unânime para o Backdoor.

 

Tanto Sullivan como Pacheco estavam sendo orientados pelo técnico havaiano Reinus Reis. Nenhum brasileiro competiu na prova, com exceção do franco-brasileiro Eric Rebieri, que perdeu de cara em uma disputa quase sem ondas.

 

Outra curiosidade relatada por Bruno Lemos foi a presença do carioca Murilo Bustamante, campeão de vale tudo e faixa-preta de jiu-jitisu na areia. A final ele assistiu de camarote no jet-ski do salva-vidas Kai Garcia.

 

Confira galeria de fotos do Monster Energy Pro

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