
Fábricas de pranchas começaram a mostrar organização e preocupação com controle da poluição gerada no processo de fabricação dos foguetes.
Por intermédio de uma iniciativa da Maresia Boardtech, juntamente como o Joca, editor do Surfboards The Journal, e também proprietário da Free Surfboards, foi realizada a palestra “O Controle da Poluição em Fábricas de Pranchas de Surf”, oferecida aos fabricantes que participaram da segunda etapa do circuito Maresia Board Challenge, na praia de Maresias, no início de setembro.
A palestra rolou na sala de convenções do Tambayba Hotel Pousada, e foi ministrada pelo docente da Unipran, o professor e surfista José Roberto dos Santos Fernandes, graduado em Arquitetura e Urbanismo, pós-graduado em engenharia do controle de poluição industrial pela Unisanta e especializado em engenharia de saneamento básico pela Faculdade de Saúde Pública da USP.
Beto, como é conhecido no meio do surf, apresentou uma série de dados e slides que colheu em inúmeras visitas em diversas instalações de fábricas de pranchas, que na maioria não possuiam layout básico operacional com o mínimo de controle de poluição.
Muitas ainda apresentavam risco de acidentes, como incêndio, e também à saúde de seus funcionários. Assim, é evidente que, como em qualquer outro setor, as fábricas de pranchas, devem ter em mente essa preocupação, adequando-se inclusive à Lei Ambiental Brasileira, outro tema abordado e esclarecido aos fabricantes durante a palestra.
Alguns procedimentos e providências básicas foram apresentadas durante a palestra para que, até que seja possível que as fábricas adotem procedimentos que deixem-as isentas de poluição, e possam colaborar e contribuir pela diminuição da poluição.
O fato mais polêmico da palestra foi em relação ao destino dado ao material gerado na fabricação das pranchas. Esse material ainda não pode ser reutilizado ou transformado em uma nova matéria-prima. Um fator importante nesse caso é o alto custo para diminuir poluição de produtos utilizados nas pranchas de surf. Muitas vezes esse valor implica na existência, ou não, do próprio negócio.
Para ajudar nesse problema foram apresentadas opções de entidades como o Sebrae, Universidades, entre outras, que possuem profissionais capacitados para ajudar na solução dos problemas com custo mais baixo.
A semente está plantada, cabe aos participantes propagarem o que foi discutido ali, conscientizando outros a aplicarem o que pode ser feito de imediato em suas fábricas, contribuindo com o meio ambiente, com a saúde de seus funcionários e com desenvolvimento do setor.
Por outro lado, fica cada vez mais claro que a união de todos os envolvidos no segmento é primordial para que problemas como esse, e muitos outros, sejam erradicados e prevenidos.
Quem se interessar e quiser saber mais sobre o assunto, pode fazer o curso de “Controle da Poluição em Fábricas de Pranchas de Surf” na Unipran, iniciativa da Unimonte, que tem como alvo os próprios fabricantes de pranchas de surf e também interessados em geral pelo assunto.
A duração é de 20 horas e é ministrado pelo próprio Beto. O objetivo do curso é apresentar um layout básico de uma fábrica de pranchas operacional e um mínimo de sistemas de controle de poluição.
Para maiores informações, acesse o site da Unipran no endereço unimonte.br/site/unipran/