Pablo sobrevive no Sauípe

O Billabong Costa do Sauípe 2006 segue como principal atração no litoral norte baiano.

 

Válida como a 20a etapa do WQS, a prova tem nível 5 estrelas e distribui US$ 100 mil em prêmios.

 

As baterias complementares da segunda rodada rolam na manhã desta quarta-feira, em ondas de até 1,5 metros e formação bastante prejudicada pelo forte vento Sudeste.

 

Um confronto bastante disputado foi o duelo entre o australiano Ben Dunn e os cearenses Thiago de Sousa e Adilton Mariano.

 

As direitas que quebravam no inside definiram a bateria. Ben Dunn aplicou bonitas batidas de frontside e arrancou notas 7.03 e 6.67.

 

Logo atrás veio Thiago de Sousa, que também fez bonito e mandou 7.67 e 5.67 em suas duas melhores ondas.

 

Adilton Mariano lutou muita classificação, mas não achou nenhuma onda de qualidade e deu adeus ao Billabong Costa do Sauípe 2006.

 

O francês Jeremy Flores, um melhores surfistas da nova geração, descolou uma das maiores nota da prova nesta quarta-feira.

 

Com uma apresentação impecável no 15o confronto da segunda rodada, Jeremy superou o baiano Bernardo Lopes, o catarinense Diego Rosa e o norte-americano Zach Plopper.

 

O francês obteve 9.00 e 6.73 em suas duas melhores ondas. Bernardo está muito bem na prova e totalizou 13.17 pontos para enfrentar os principais cabeças-de-chave da prova na próxima rodada.

 

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Um duelo bastante acirrado marcou a 17a bateria da segunda rodada. Os amigos Simão Romão e Pablo Paulino comemoram muito a dobradinha contra os paulistas Beto Fernandes e Flávio Nakagima.

 

Simão levou a melhor com notas 6.50 e 6.17. Pablo estava dançando, mas nos instantes finais passou para segundo ao arrancar 4.83 dos juízes. Depois, ampliou a vantagem ao obter 5.77.

 

Beto tinha a maior nota da disputa (8.00) e ficou precisando de apenas 2.66 para virar. O paulista ainda pegou uma direita nos últimos segundos, mas a onda não rendeu.

A bateria seguinte levou o público ao delírio. A dobradinha entre os baianos Flávio Costa e Adriano de Jesus só funcionou nos instantes finais, graças a uma interferência do neozelandês Jay Quinn sobre o carioca Jorge Spanner.

 

Para garantir a classificação, Flávio ainda precisou detonar uma esquerda na contagem regressiva. “Pedi muito a Deus para mandar uma onda pra mim. Já estava no desespero e fui abençoado com aquela onda. Fiz 7.17 e pulei para primeiro”, diz Flávio, surfista de Ilhéus que atualmente reside no Rio de Janeiro.

 

Adriano, surfista de Cristo, também não economizou palavras de agradecimento a Deus. “O Senhor é responsável por tudo isso que está acontecendo aqui. As condições do mar estão ruins, mas Deus quis que a gente passasse para a próxima bateria. Sou muito grato a Ele por tudo”, agradece Adriano.

 

O paraibano Jano Belo deu um verdadeiro show em sua bateria e estabeleceu a maior nota da competição até o momento, 9.87 pontos. Jano aplicou uma belíssima rasgada de frontside, mandou um cutback e atacou a junção. Depois, trocou de borda e acertou duas batidas de backside.

 

Com a performance arrasadora, Jano Belo lidera a briga pelo Kustom Best Wave, prêmio de US$ 600 oferecido ao autor da melhor nota do Billabong Costa do Sauípe 2006.

 

Outra atração da prova é o Von Zipper Air Show, que distribui US$ 600 ao atleta que executar o melhor aéreo. O show de vôos está previsto para rolar antes das finais.

 

Quem também fez high-score foi o catarinense Willian Cardoso, autor de 9.50 na 21a bateria. Willian ainda descolou 6.57 em sua última onda para garantir a vitória sobre o sul-africano Warwick Wright, o capixaba Leandro Moulin e o catarinense Raphael Becker.

 

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