
A presente edição da Australia’s Surfing Life, principal publicação australiana e uma das mais conceituadas revistas do mundo, traz na capa ninguém menos que o jovem cearense Pablo Paulino, atual campeão mundial Pro Junior da ASP.
A foto mostra uma rasgada de Pablo em Left Hands, região de Margaret River, oeste australiano, aparentemente impossível de ter sido completada, “mas eu voltei, tem a seqüência da manobra em página dupla lá dentro para comprovar”, garante o surfista de 17 anos.
Ela ilustra a matéria intitulada “Futurama” e foi tirada durante uma expedição realizada no

início de fevereiro com alguns dos principais nomes da nova geração mundial sub-21 e de representantes da mídia internacional.
“Fiquei amarradão quando soube que era capa da Surfing Life, uma das revistas mais tradicionais do mundo. A barca foi demais, pegamos altas ondas e foi uma surpresa sair na capa com tantos atletas bons juntos”, disse Pablo em visita à redação do Waves.Terra em São Paulo nesta segunda, recém-chegado de uma viagem às Maldivas.
Além dele, estavam presentes no West Australia Adriano Mineirinho, campeão mundial Pro Junior de 2003, o californiano Dane Reynolds, o havaiano TJ Barron, os australianos Wade Goodall, Ry Craike e Yadin Nichol e o sul-africano Jordy Smith.
“O nível era bem alto, todos estão surfando muito”, disse Pablo. Na opinião dele, porém, o melhor na água era o conterrâneo Mineirinho. “Ele está impressionando todos com um surf muito veloz e bonito, quebrou tudo lá no oeste australiano e também nessa viagem para as Maldivas”, conta Paulino, que viajou para as Maldivas acompanhado de Mineirinho e do jornalista Fred D’Orey, da revista Fluir.
A Billabong Brasil comemorou a conquista do atleta na mídia australiana. Para Zé Paulo, chefe de equipe da marca, é uma conquista não só de Pablo, mas do surf brasileiro.
“Estavam presentes atletas como Dane Reynolds, TJ Barron e Adriano de Souza, mas além do Pablo estar na capa e numa seqüência de página dupla dentro da revista, o que mais me emocionou foi ver os brasileiros serem destaque da matéria e ocuparem o espaço nobre do editorial, sendo reconhecidos como o futuro do surf mundial”, disse Zé Paulo por e-mail.
Sobre a ausência na triagem para o Billabong Pro Teahupoo, Pablo Paulino não deixa dúvidas quanto a sua preferência. “Cumpri os compromissos da minha agenda profissional, mas se pudesse escolher teria ido para Teahupoo, quero muito surfar aquela onda”, diz empolgado o atleta.
Agora Pablo diz estar animado com a possibilidade de ganhar um convite para disputar a etapa do WCT em Jeffreys Bay, também patrocinado pela Billabong, um dos campeonatos mais tradicionais do circuito.
“Se eu passar umas baterias em J-Bay, posso descolar um convite para competir no WCT de Mundaka, outra esquerda animal do circuito mundial”, resume Paulino.