
Nunca fiz nada deste tipo. Sempre apareço com aquelas colunas tradicionais. Hoje, no chuveiro, pensei num tema interessante para falar aqui no Waves. Vai ser uma tabela dos prós e contras de ser surfista.
A inspiração e as idéias são as principais qualidades que um bom colunista deve ter e, às vezes, os problemas cotidianos acabam tirando toda a sua atenção, calma, luz e percepção para ter boas idéias sobre o que escrever.
Esse é o motivo principal, no meio dessa crise, com a falta de pagamento em dia de muitos, com o saldo negativo, que tenho estado muito devagar nas minhas colunas do Surf Seco.
Mas, prometo acelerar daqui pra frente. Com o ‘bicho pegando’ desta maneira, só um louco pára pra escrever umas ‘abóboras’ que estão na seqüência.
No meu conceito (suspeito), o surfista no geral é um cara sangue-bom. É claro que como todo ser humano, existem as diversas pessoas que surfam, pensam e são completamente diferentes uma das outras.
No geral, segue abaixo a tabela dos prós e do contras do ser surfista.
Prós
– O surfista é um ser ‘calmo’ por colocar a sua agressividade nas ondas.
– O surfista é um ser íntegro e sabe qual é o caminho ‘certo’, pois no dia-a-dia no mar, as situações ensinam como se comportar devidamente.
– O surfista não está tão preocupado em sacanear o próximo como as pessoas ‘normais’, porque ele conhece a ‘lei da irmandade’.
– Procura tomar partido em causas ambientalistas para defender o seu playground (o mar).
Contras
– Grande tendência de ser vagabundo depois de pegar cinco horas de onda num dia. A ‘lombra’ gerada é igual ou pior do que a da maconha.
– Egocêntrico. Pelo fato de deslizar em pé numa prancha, todo surfista ‘se acha’.
– Por ‘se achar’ o centro das atenções, 90% dos surfistas acham que as marcas de surf (roupas, acessórios ou pranchas) ‘devem’ alguma coisa pelas ondas surfadas por eles.
– Egoísta – gosta de pegar as ondas e dizer “foda-se” ao mundo e aos seus problemas – fuga excelente.
A lista deve prosseguir… Acredito e aceito sugestões no Forum de mais qualidades e defeitos que nós temos (auto-análise) pelo fato de sermos viciados neste ritual de ‘deslizar sobre as ondas’. Aloha.