
O time de colunistas do site Waves.Terra acaba de ganhar mais um integrante. O paulistano Renato Castanho, cinegrafista profissional e praticante de diversos esportes radicais, como surfe, mergulho, snowboard, escalada em rocha, escalada em gelo, motocross, rally, mountain bike, jiu-jitsu e natação, chega para acrescentar ainda mais conteúdo para os internautas.
Aos 33 anos, Renato, proprietário da produtora Expedição Oceanus Filmes, diretor e apresentador de documentários e programas de TV, já viajou literalmente pelos quatro cantos do planeta em busca de aventuras e imagens inéditas.
Seu currículo de viagens traz carimbos de lugares como Rússia, Mongólia, China, Tailândia, Vietnã, Indonésia, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Bahamas, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Equador (Galápagos), Venezuela, Argentina, Chile (Patagônia), Cabo Verde, Egito, África do Sul, Portugal, Holanda e Itália. No Brasil viajou pela Amazônia, Pantanal, Fernando de Noronha e quase todo o sertão e litoral.

Entre os principais trabalhos realizados por ele está uma série de documentários produzidos para o canal AXN, o projeto “Pororoca Red Bull Extreme”, documentário produzido na Amazônia em 16 mm para veiculação na Europa e Estados Unidos, e o Dive Adventures, com Lawrence Wahba, onde participou como cinegrafista submarino da produção da série de 15 documentários, produzida no mundo inteiro e veiculada na GNT – Globosat, no qual chegou a mergulhar com mais de 80 tubarões nas Bahamas e no gelado Lago Baikal, na Sibéria.
Também foi responsável pelo vídeo do Mundial de Longboard 2003, em Maresias, veiculado em diversos canais de TV no Brasil e na França (14 canais). Com esse vasto currículo, Renato irá trazer um pouco de suas experiências para os internautas do Waves.
Boa viagem!
É… Nos últimos tempos as coisas estão difíceis. Crise, falta de trabalho, guerras e terrorismo, bomba em Bali… (eu estava lá, é uma história que não gosto de contar).

Mas, graças a Deus, esse ano está sendo bom para o surfe aqui no nosso país, mais ou menos: mais ondas, menos guerra, mais praias, menos frio, mais sol… E ainda bem que temos o surfe em nossas vidas.
Analisando bem, o surfe abriu meus horizontes, fez com que eu me apaixonasse pela natureza e pela aventura, com que eu conhecesse o snowboard, o mergulho e a sentir prazer em toda e qualquer ação.
O surfe apresentou-me bons amigos e ajudou a construir a minha história. O surfe me ajudou a escolher uma profissão, e parece que tudo aconteceu sem querer, fluindo…
Estamos na era da informação. Hoje podemos dar um rolê no planeta rapidinho assistindo à TV. Criamos também uma realidade virtual, surfamos na internet sem limites e tornamos a informação um dos bens mais valiosos da atualidade.
O surfe pode ser o responsável por conhecermos países distantes e culturas diferentes. É preciso viver, conhecer, sentir, cair na estrada. Será que poderíamos captar a essência da filosofia oriental sem conhecer o oriente?

Nada se compara à verdadeira sensação de surfar, sentir a temperatura da água, o medo de errar um drop grande, o vento no rosto, a atitude de um tubo, a força de um caldo. Existe maneira melhor para entendermos nosso país do que conhecê-lo realmente? Conhecer outros países também, comparar… Pensar em um mundo melhor…
Não preciso nem dizer o quanto o surf nos empurra para nossos maiores sonhos. Quem nunca sonhou viver uma grande aventura? Mas talvez não nos damos conta de que esse processo, o caminho que seguimos, é influenciado pela sensibilidade vinda do surfe.
Amamos o que fazemos. Daí é fácil aprender a amar o processo. Se você tiver uma vaga sensação do que está fazendo em sua vida, é uma missão espiritual, então siga este caminho, é isso mesmo que tem que ser feito. Se não for, vá surfar mais e descobrir…
O surfe dirigiu minha vida, não só pelas viagens que fiz, lugares que passei, mas também por abrir horizontes, portas, por mostrar caminhos, escadas… Hoje eu vivo produzindo documentários em todos os cantos do mundo.

É como Lao-Tsé define um espadachim lutando: “No final, ele não busca a grandeza e, desse modo, a grandeza é alcançada.” Como nada acontece por acaso, estou aqui, como colunista do Waves, o veículo que representa a nova era, a informação rápida e, é claro, o prazer de surfar.
E foi mais ou menos assim que tudo começou nessa minha empreitada. Inclusive o próprio Claudjones (Claudio Martins, dono do Grupo Waves) deu a maior força em minha primeira expedição, que virou uma série na MTV: o Crossing American Coast, uma trip que fiz de carro de Los Angeles até o Brasil, surfando pelo caminho.
Mas, essa é outra história, provável tema da próxima coluna. Vou contar um pouco das minhas andanças por aí, desde o Crossing, em 92, até hoje. Histórias para contar é o que não falta.
Foram muitas roubadas, vários quilômetros de estrada, muitos países e muito trampo também. Alguns dias de ondas grandes, alguns dias de neve virgem, alguns tubos, alguns encontros com tubarões. E sabe como é: “A gente aumenta, mas não inventa!”
E, talvez essa seja a verdadeira grandeza, poder passar essas experiências para outras pessoas.
Continuem surfando!
Clique aqui para ver o trabalho de Renato Castanho em vídeo.
Para saber mais sobre o trabalho de Renato Castanho, acesse www.destiny.com.br e www.tec-art.com/expeditionfilms .
