Tow in no Sul

Os caçadores de ciclones

O final do outono foi fantástico para surfistas de quase todo o Brasil. No Sul do país, os constantes ciclones bombaram sem parar e fizeram a cabeça da galera. Mas, além de ocasionar algumas lesões, as grandes ondulações destruíram parte da costa litorânea invadida pelos homens.

A primeira das nossas viagens foi até a Laje da Jagua, Jaguaruna (SC), onde os internautas do Waves já viram algumas chocantes fotos do fotógrafo Lucas Barnis. Para mim foi a melhor sessão na Laje, principalmente porque peguei algumas das melhores ondas da minha vida, mas isso é assunto para outra hora.

Nesta sessão, o local Thiago Jacaré sofreu um acidente e graças a Deus nada de mais grave aconteceu com ele. Fica a expectativa para o campeonato de ondas grandes na Laje dar seu pontapé inicial em condições excelentes.

O surf rolou em altas ondas com um pouco de vento. No dia seguinte, com o swell um pouco menor, decidimos migrar para o Farol de Santa Marta, Laguna (SC).

A praia do Cardoso estava clássica. Paulo Moura, Pato Teixeira, Guilherme Ribeiro, Marcio Furtado e Marcelo Paulista estavam sozinhos na água e se divertiram muito. Mas um policial veio acabar com a nossa festa. Ele afirmou que estávamos atrapalhando a pesca da tainha. Fazer o quê?

Trocamos de pico e Paulo Moura nos levou para um lugar mágico, chamado Ypuã. As imagens não condizem com o surf que encontramos por lá. Éramos apenas quatro pessoas na água. Foi uma das melhores sessões de surf que vi o Paulo fazer, às vezes eram dois aéreos rodando na mesma onda. Não consegui registrar tudo como gostaria. Fomos embora para Floripa, mal sabíamos que a Ilha da Magia ainda nos reservava boas surpresas.

Já em Floripa fomos em busca das ondas fora da costa, mas a direção do swell não era das melhores e decidimos fazer um surf no Moçambique. O quintal de casa tinha boas ondas e mais uma lesão aconteceu. Desta vez para azar do Rafael Azevedo, que mora no North Shore do Hawaii. Azevedo quebrou a perna e teve que ir embora para ser operado. Melhoras Rafael!

O dia seguinte nos premiou com uma Joaca épica! Certamente tinha altas ondas e a turma das motos aquáticas se esbaldou. Para os críticos de plantão, fiquem sabendo que foram dadas diversas caronas para a turma da remada, que penava para entrar no mar.

 

Você também iria querer. Em breve muitos irão recorrer a este recurso e se divertir bem mais. O que você prefere? Surfar apenas duas ondas na remada sofrendo bastante ou vinte fazendo tow in. Mar grande e sem canal, tow in é o bicho!

As imagens deste dia muitos já viram em fotos ou até mesmo ao vivo, mas aí vai mais um registro em vídeo para a galera.

 

Ainda em tempo, está agendada uma expedição para as Três Marias, a primeira onda realmente grande do Brasil partindo do Sul, situada na saída da Lagoa dos Patos (RS). Diz a lenda que o fundo é de lodo movediço, já vi uma foto da onda, é animal!

Queria muito agradecer ao Everaldo Teixeira pelo tubo proporcionado e pelo carregador do lap top, sem ele ninguém estaria vendo esta matéria, valeu Pato! O meu já chegou, estou indo aí te devolver e levar o teu tubo.

Agradeço também ao Paulo Moura por me colocar sempre nas trips e a todos os ensinamentos, ao Thiago Jacaré por sempre nos receber de braços abertos, mais uma vez ao Teixeira pelo reboque para ondas incríveis, ao Graja (Guilherme Ribeiro) pela prancha mágica que provavelmente salvou minha pele, aos novos amigos Márcio e Marcelo pelas pilotagens e pela vibe, a minha esposa por me aturar semanas fora de casa e voltar sem um puto no bolso.

 

Quero agradecer também ao meu filho iluminado, ao Juninho e toda a turma do Waves que nos permitem compartilhar estas emoções. Além dos meus apoiadores, Wdson da UOT e sua equipe. E ao Marreta da Fluel e sua equipe, e principalmente a Deus, por nos dar saúde e toda esta natureza para desfrutarmos. Valeu!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.