Mero engano acreditar que teríamos bons resultados na etapa de Jeffreys Bay, África do Sul. Apenas atuações medianas, com raras exceções, invadiram nossa madrugada e começo das manhãs.
O paulista Adriano de Souza mostrou a consistência de sempre e chegou às quartas-de-final, onde perdeu novamente para o norte-americano Kelly Slater, que já está entalado na garganta do brasileiro há tempos.
Mineirinho foi paciente demais na bateria. Não que tenha sido um erro grave, pois para ganhar do ?freak? tem que vir na melhor da série e destruir a onda do início ao fim sem erros.
Porém, o mar já estava ficando meio torto e as melhores da série já não estavam tão boas. Um ponto positivo para a performance de Mineirinho foi seu estilo. Estava surfando mais relaxado com uma linha muito bonita, pois ouvi muitas críticas em relação ao seu estilo após a etapa de Fiji.
Heitor Alves detonou o novato Dane Reynolds na repescagem. Heitor vinha sempre na melhor da série mostrando um surf de backside afiado, jogando muita água em todas as manobras.
Na bateria seguinte contra Andy Irons tinha tudo para sair com a vitória, pois o havaiano parecia estar surfando com as quilhas viradas. Mas a bateria foi fraca e Heitor não teve uma escolha muito boa de ondas. No final, Andy conseguiu encaixar boas manobras em uma ondinha e acabou vencendo por um placar apertado.
Leo Neves venceu sua bateria na primeira fase nos cinco minutos finais, pegando duas ondas medianas, mas que foram suficientes para passar direto ao terceiro round.
Sua bateria seguinte foi contra o aussie Bede Durbidge e foi um sacrifício manter-se acordado durante estes trinta minutos de bateria.
Poucas ondas surfadas e estas poucas que pegaram não conseguiram encaixar as manobras que se espera ver durante a transmissão de uma etapa do WCT. Os dois surfaram sem expressão alguma e o australiano levou a melhor.
Jihad, Neco e Pedra acabaram na trigésima terceira colocação. Rodrigo Dornelles até poderia sair vitorioso de sua bateria contra o aussie Tom Whitaker. Mas os juízes não acharam o mesmo.
Jihad caiu diante de Kai Otton, que acredito que não deveria ser ameaça para nenhum surfista de base regular em Jeffreys. Mas o paranaense não conseguiu mostrar seu surf em J-Bay.
Já o catarinense Neco Padaratz perdeu para o sul-africano Jordy Smith, que talvez tenha recebido um pouco a mais em suas notas. Mas sairia vencedor de qualquer maneira.
Para a próxima etapa do WCT que será na Indonésia, provavelmente na bancada de Uluwatu, as apostas brasileiras devem ser Adriano de Souza, que provou ser um dos melhores tube riders de costas para a onda. Além do cearense Heitor Alves e o niteroiense Bruno Santos, que possivelmente deve ser um dos wildcards para o evento.
Vamos lá!
