ONU sugere fim de construções ao nível do mar

Cidades litorâneas como Santos (SP) podem estar ameaçadas pelos efeitos do aquecimento global. Foto arquivo: Regina Maria.

A Fundação das Nações Unidas divulgou um relatório em que sugere a interrupção de construções em áreas costeiras a menos de um metro do nível da maré alta.

 

A medida seria uma precaução para evitar os possíveis efeitos da elevação do nível do mar provocada pelo aquecimento global.

 

O relatório foi elaborado por um painel de 18 cientistas de 11 países para analisar as maneiras de evitar e contornar os efeitos das mudanças climáticas.

 

O documento, intitulado “Confrontando as Mudanças Climáticas: Evitando o inadministrável e administrando o inevitável”, foi preparado para ser apresentado oficialmente durante a 15ª sessão da Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que rola entre 30 de abril e 11 de maio em Nova Iorque (EUA).

 

O pedido da suspensão das construções em áreas passíveis de alagamento no caso de elevação do nível do mar é uma das recomendações feitas pelo painel para implementação “imediata” e que podem retardar os efeitos do aquecimento global.

 

Segundo o relatório, as medidas visam moderar a mudança climática e ao mesmo tempo mover o mundo em direção a um caminho energético futuro mais sustentável.

 

Os especialistas também pedem códigos de construção voltados à proteção ambiental, expansão do uso de bio-combustíveis, programas de reflorestamento e o desenvolvimento de sistemas de previsão de desastres climáticos.

 

Para isso, segundo os cientistas, é necessário um rápido sucesso na redução das emissões globais de metano e fuligem e que o nível de emissões de dióxido de carbono se mantenha estável até 2020.

 

O novo relatório foi concluído apenas um mês após outro relatório da ONU sobre o tema, que culpava a ação do homem pelo aquecimento global e previa um cenário de catástrofe ambiental. A segunda parte do relatório deve ser divulgada no começo de abril.

 

A Fundação das Nações Unidas é uma organização criada em 1998 com doações privadas para financiar causas e programas da ONU.

 

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