Limpeza costeira

ONGs combatem poluição

 

Cartaz da ação deste sábado no litoral paulista. Foto: Reprodução.

Em celebração ao 27º Dia Internacional de Limpeza Costeira, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto EcoFaxina promovem uma grande ação voluntária de limpeza e educação ambiental nas praias com acesso por trilhas que compreendem o chamado “Rabo do Dragão”, na Área de Proteção Ambiental da Serra do Guararu, litoral Sul paulista.

 

 

Rica em biodiversidade, a Serra do Guararu é considerada o último trecho remanescente de Mata Atlântica intacto no Guarujá. As encostas servem de abrigo para felinos, como a onça-parda e a jaguatirica. A vegetação, rica em palmito juçara, funciona como ninhal para tucanos, pica-paus e gaviões de várias espécies.

 

Estarão presentes representantes dos programas de Voluntariado e Costa Atlântica da Fundação, que apoiam projetos de gestão socio-ambiental e desenvolvimento sustentável na região.

 

“Atividades de limpeza de praias são importantes não apenas pela retirada de lixo em si, mas sim pela mobilização e conscientização da população. Nossas praias não podem mais ser vistas como latões de lixo, devem ser vistas como locais para preservação, lazer e contemplação”, afirma Leandra Gonçalves, coordenadora do programa Costa Atlântica.

 

“Nós estamos muito contentes com a parceria entre o Instituto EcoFaxina e a Fundação SOS Mata Atlântica”, afirma William Rodriguez Schepis, diretor presidente do Instituto EcoFaxina. “É um reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos. Esta será a nossa 32ª Ação Voluntária de Limpeza e Educação Ambiental”, completa.

 

A Prainha Branca é a última praia do litoral Sul do estado de São Paulo, possui faixa larga de areia clara com 1.350 metros de extenção. Localizada na região conhecida como “Rabo do Dragão”, na Ilha de Santo Amaro, abriga o maior conjunto remanescente de Mata Atlântica, com restingas e manguezais preservados. O acesso se dá por trilha ou por barco a partir de Bertioga.

 

Com indícios que remontam a 1830, o início da comunidade se deu a partir de quatro famílias que migraram da ilha Montão de Trigo e de São Sebastião.

 

Até o final da década de 50, a comunidade sustentava-se a partir dos recursos naturais, e a extração era realizada tanto de forma individual como coletiva. A coleta era destinada ao consumo interno, para a sobrevivência dos moradores, e uma porcentagem muito pequena dos recursos era vendida ou trocada por outros valores não existentes no local, quando era possível fazer estoque.

 

Foi a partir da pavimentação da Estrada Guarujá-Bertioga, Rodovia Ariovaldo Viana, SP 61, em 1958, que segundo os próprios moradores, toda a situação do local se modificou.

 

A progressão no número de habitantes da Prainha pode ser esclarecedora: 12 famílias em 1928, 30 famílias em 1942, 294 habitantes em 1978 e aproximadamente 350 habitantes em 2004.

 

Atualmente, mais de 90% da população ativa da Prainha trabalha fora da comunidade, principalmente em Bertioga), excluindo somente os donos de comércio, alguns funcionários públicos que trabalham na limpeza e manutenção do local, e pouquíssimos pescadores que vivem de “bicos”. Em 2011 foi iniciado o processo de regularização fundiária, sonho antigo das famílias.

 

A ação conta com o apoio da Ocean Conservancy, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, Sociedade Amigos da Prainha Branca, Universidade Santa Cecília – UNISANTA e Terracom Engenharia.

 

Como participar

 

Ponto de encontro – Rua Dr. Oswaldo Cruz, 277, no Boqueirão, Santos, em frente à Universidade Santa Cecília – Unisanta. Partida às 8 horas e retorno previsto para às 16 horas.

 

Carros de passeio podem acompanhar o comboio para a Prainha Branca, pois as vagas em vans estão encerradas.

 

Um ônibus com os voluntários da Fundação SOS Mata Atlântica parte de São Paulo direto para o Guarujá.

 

O que levar

 

Roupas leves e de praia

Protetor solar

Repelente

Caneca

Lanches

Câmera fotográfica 

 

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