
A temporada havaiana 2004/2005 foi a mais longa de todas. Afinal, cheguei nas ilhas em dezembro do ano passado e fiquei por lá até agora. Peguei muita onda em Pipeline, Backdoor e Off the wall perfeito.
Eram esses os picos preferidos da galera. Depois, tínhamos ainda, Rocky point e Velzyland no dia-a-dia. Muitos brasileiros estavam por lá, como sempre, representando.
Desta vez, conheci a Ilha de Maui, que é muito bonita e tem muitas ondas perfeitas. Enfim, foram cem dias no paraíso. É só olhar para qualquer lado e é possível ver uma montanha irada, uma cachoeira linda escondida e quando

cheguei nas ondas. Fiquei sem palavras. Só queria entrar na água e fazer parte desse contexto paradisíaco.
Fiquei em Maui por três dias, cheguei na noite anterior ao início da última etapa do mundial 2004. Honolua Bay é uma direita perfeita e tem uma sessão bem cavada. A onda enche e depois forma um bowl no final dela. Perfeita para o bodyboard.
Todos estavam quebrando muito. Perdi nas quartas e acabei na nona colocação, o que fortaleceu minha posição no ranking do Super Tour e também no WQT – World Qualyfying Tour. Infelizmente o título mundial não veio para o Brasil. O australiano Damien king achou boas ondas na final e mereceu o titulo. O evento foi um show de bodyboard.
Estou indo na semana que vem para o Peru, disputar a segunda etapa do circuito Latino americano, válido também para o Tour mundial. Depois volto pro Brasil e embarco para o Chile. Acho que não vou conseguir ir para a Austrália no Shark Island Challenge, vou colocar minhas fichas na perna européia e mais Hawaii no fim do ano.
Serão muitas viagens em 2005, pouco tempo no Brasil com a família e os amigos. Mas é esse o preço para conhecer outras culturas, lugares e ondas clássicas. Sempre compensa!
Tenho acompanhado o bodyboard no Brasil pela internet. Achei que está tudo meio parado. O circuito Brasileiro começa em Rio das Ostras (RJ), vale como evento do mundial e promete ter muita gente boa. separando por estados, percebi algumas Federações se organizando.
Espero uma base sólida para que as ações de hoje estejam firmes nos próximos anos. Recomecem pequenos, mostrando o real bodyboard – aquele que entuba e voa, só assim veremos crescimento. Sobre os atletas brasileiros, o que falar? Todos pegam muito e qualquer um pode se tornar o campeão brasileiro.
Para o meu futuro espero continuar no Circuito Mundial, chegar mais alto e fazer muitas viagens de freesurf. Eu adoro viajar, conhecer pessoas diferentes, lugares diferentes. O bodyboard é uma escola e estou sempre aprendendo mais. Muito obrigado Waves Bodyboard pelo espaço, Z-point, B2BR e General lyy, pelo apoio. É isso, tô na luta!