
Durante o último dia 17 de janeiro, feriado de Martin Luther King nos EUA, um swell proporcionou altas ondas em Rockaways, pico localizado a meia hora de Manhattan, em Nova Iorque, uma das maiores metrópoles do mundo e sem nenhuma tradição no surf.
Fazia muito frio e enquanto alguns se aventuravam no snowboard, decidi checar o surfe, que poderia estar bom com a frente fria que bombava gelados 0 graus centígrados de temperatura. Chegando lá, que surpresa!
Altas ondas rolavam nos molhes de Rockaways, com 1 a 1,5 metros e algumas séries maiores. Esquerdas perfeitas e longas

lambiam as pedras e lançavam bons tubos e paredes que pediam para ser detonadas. As direitas quebravam mais ocas e fortes em direção às pedras, também perfeitas.
Depois de fazer um bom alongamento e vestir todo o neoprene possível para suportar a água, que também estava perto de congelar, me joguei tentando fazer de tudo para passar sem precisar furar as ondas, afinal quando a cabeça entrava na água congelava até o cérebro. Bbbrrrrrrrrr!
Alguns surfistas de pranchinha, outros de pranchão e alguns bodyboarders já se divertiam no outside.
As séries entravam sem parar com o vento terral geladíssimo e um sol fraco contribuía para o cenário perfeito e deleite de um fotógrafo valente, que brincava de picolé na areia. Nada mal para uma segunda-feira gelada de inverno em Nova Iorque.